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terça-feira, 30 de novembro de 2010

A obsessão cristã contra a homossexualidade

 


   Coloquei o título dessa forma pois alguns poderiam dizer que não são contra os homossexuais mas contra a prática homossexual. A bola da vez são os homossexuais. Em toda história da igreja sempre existem certas pessoas e práticas que foram vistas como o maior e mais inaceitável pecado. Primeiro foram as cruzadas contra os mulçumanos na “guerra santa” para livrar o mundo do poder dos pagãos. Na idade medieval veio a perseguição contra as “bruxas” (?) ou qualquer pessoa que questionasse os dogmas da igreja católica, que eram queimadas nas fogueira ou torturadas. Também havia a escravidão que muitos “cristãos” diziam ser até ser ordenada por Deus, e se baseavam na bíblia para isso. Mas também foi um cristão com uma visão além do seu tempo que denunciou esse erro e começou a mudar o mundo. Depois foram os judeus na segunda guerra mundial, onde não foi um projeto particular da igreja mas a arrasadora maioria cristã alemã não foi contra, pelo contrário ajudou o Estado a espalhar o ódio contra os judeus.

   Hoje a nova agenda é contra a homossexualidade (pra ser politicamente correto). E me pergunto até quando e quem serão os próximos. Me pergunto ainda o que faria Jesus. Será que sairia por ai com cartazes em defesa da liberdade de expressão religiosa? Colocaria como prioridade converter os homossexuais e denunciar esse grande pecado que hoje infesta o mundo com sua maldade?  Espero que não, que Aquele que mudou toda a história do mundo e que veio trazer a boa-nova, perdoar os pecados e ensinar sobre o amor ao próximo não tenha uma cabeça tão desmiolada como a nossa.

   Leia os evangelhos e em nenhum momento vai encontrar Jesus querendo converter alguém ou participando de movimentos contra certos pecados. Jesus dizia a todos: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. Mateus 4:17. Não falava aos homossexuais, adúlteros, ladrões, hipócritas, assassinos ou aos corruptos, mas falava para todos. Não queria converter certos tipos de pessoas, mas sim todas as pessoas, ensinava que qualquer um que confia em suas próprias forças já está perdido. Não pregava nem colaborava a disseminar ódio contra qualquer tipo de pessoa ou prática mas denunciava a hipocrisia dos religiosos de sua época, que seguiam rigorosamente a lei mas por dentro eram cheios de maldade e se achavam melhores do que os demais pagãos.

   Muitos vão citar aqui as passagens de Paulo na Carta aos Romanos e outros ainda vão ter ousadia de citar os livros da lei, mas creio que ninguém vai se lembrar do que disse Jesus que dizem seguir:

E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.


Este é o primeiro e grande mandamento.


E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.


Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. Mateus 22:37-40.

   Vão dizer ainda que a verdade precede o amor, que amam mas não podem calar a verdade, ai eu me pergunto que amor é esse e que luz estamos sendo no mundo... pois com nossas práticas só disseminamos o ódio. Todo o tipo de hipocrisia podemos agüentar mas um homossexual na igreja? Um absurdo. E a mensagem tão simples do amor ao próximo é colocada em segundo plano, o nosso preconceito fica em primeiro.

   Daqui a algum tempo, mas já podemos observar alguns poucos hoje, cristãos vão passar a ler a bíblia de uma forma diferente, que não exclui mas inclui e que ninguém está salvo, mas o Seu amor nos une e por isso não existe nem homossexual nem heterossexual mas somos todos um em Cristo Jesus, nosso Salvador. E a simples, mas maravilhosa e transformadora mensagem do amor ao próximo vai poder seguir iluminando a escuridão.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sobre o Sexo

   O horror que cristãos de todas as estirpes nutrem ainda contra o corpo, contra o prazer sensorial e contra a sexualidade não se origina na herança da Bíblia hebraica, na tradição dos apóstolos ou no ensino de Jesus. Ao contrário: nosso pessimismo sexual não tem suas raízes na tradição bíblica, mas na influência exercida pelos filósofos estóicos e gnósticos sobre os cristãos dos quatro primeiros séculos.

   Os filósofos estóicos prescreviam o controle completo da vontade sobre as paixões e as emoções. Seu ideal de humanidade era em tudo semelhante ao personagem Dr. Spock da série Jornada nas Estrelas original: um homem que busca honestamente a virtude, mas desconhece o tráfico, tipicamente humano, com as frustrações e os prazeres. Dos estóicos (como Sêneca, tutor de Nero) herdamos a hipervalorização do celibato e a idéia da abstinência dentro do casamento como coisa virtuosa. Os estóicos ensinaram-nos a noção extrabíblica de que todo prazer sensorial é uma ameaça e uma tentação, e que portanto a única atividade sexual legítima é a que visa a procriação.

   Os gnósticos, por sua vez, criam que o mundo físico não era obra de um Deus bom, mas de demônios, e que a incorpórea alma humana era a única centelha de verdadeira luz neste lodaçal de matéria. Dos gnósticos herdamos o desprezo pelo corpo, a demonização da matéria, o desprezo pela experiência sensorial e a hipervalorização do ascetismo.

O cristianismo reduziu a moralidade à moralidade sexual.

   Foi a influência dessas idéias, e não a leitura dos Testamentos, que criou a postura de gente como Agostinho, que só admitiu depois de muita hesitação a possibilidade de Adão e Eva terem mantido relações antes da Queda; mas o sexo antes do pecado, garantiu Agostinho, teria sido operação necessariamente santa e portanto mecânica, inteiramente isenta de prazer. Pela mesma razão Maria, mãe de Jesus, teve sua sexualidade cauterizada de modo a permanecer eternamente virgem, mesmo durante e depois do parto de Jesus. Seria coisa inconcebível, assegurou o papa Sirício no terceiro século, que Maria se rebaixasse à “intemperança” do prazer sexual; inconcebível que seu útero, “aquele átrio do rei eterno”, fosse “maculado pela presença [posterior] do sêmen masculino”.

   Com a assimilação do pessimismo estóico e gnóstico, o sexo e o prazer passaram a ser vistos a uma luz cada vez mais negativa, mesmo dentro do casamento, até que o celibato completo passou a ser requerido dos líderes eclesiásticos. Na equação do negativismo sexual, sexo nenhum equivale a nenhum prazer, e nenhum prazer equivale a muita virtude.

   Consolidava-se assim, nos primeiros séculos do cristianismo e graças a uma influência alienígena à visão de mundo bíblica, uma tendência que nem os ajustes da reforma protestantem seriam capaz de abalar: para o cristianismo histórico, a moralidade ficou para sempre reduzida à moralidade sexual.

   Perdemos assim a sanidade da visão judaica a respeito do sexo e do prazer, que é favorável e celebratória e nada tem de neurotizada. Ainda mais importante, perdemos de vista o coração do ensino de Jesus sobre ética e santidade. Como deixam claro os evangelhos, a postura e o ensino de Jesus requeriam uma profunda revisão na nossa rasteira noção tradicional de moralidade. Afinal de contas, o mesmo Jesus que comia e bebia com gente de má fama, que via heróis em prostitutas e marginais e tinha prazer na companhia de pecadores, enxergava corrupção e podridão na vida dos carolas, devotos e santinhos da sua época. Para Jesus, como espetacularmente demonstrado no Sermão do Monte, nada é simples na moralidade, especialmente o reducionismo: nossa tendencia a nos sentirmos seguros na abstinência e a tendência correspondente de condenarmos os outros em seus excessos.

   Cegados pelo falso brilho do estoicismo e pelas promessas tortas do gnosticismo, os cristãos eliminaram de forma brutal todas as sutilezas do ensino de Jesus sobre a moralidade, e passaram a proclamar a má nova – tudo que dá prazer é pecado – ao invés da boa – não há ninguém sem pecado, por isso a graça da aceitação está disponível para todos.

   Hoje, dois milênios depois, permanecemos reduzindo religiosamente a moralidade à esfera sexual. Jesus não tolerava a mentira, a ganância, o orgulho e a crueldade; nós toleramos tudo isso, mas quem não se submeter aos nossos elevados padrões de moralidade sexual terá de ser excluído do nosso meio.

   Os católicos permanecem obcecados com o celibato e com a contracepção; os protestantes permanecem obcecados com a virgindade antes do casamento e com a homossexualidade. A mentalidade evangélica permite a exploração de pessoas pelo capitalismo e a alienação social que ela ocasiona, mas não tolera a união sexual antes da sanção reparadora do sacerdote. O Vaticano ensina que padres não podem casar-se, e trata como embaraçosa infelicidade o fato de que tenham de recorrer eventualmente a meninos. A igreja evangélica norte-americana, patrocinadora ideológica dos avanços militares dos Estados Unidos, é reconhecida, essencialmente, pela sua postura antihomossexual; ou seja, um homem pode matar outro, mas não pode beijá-lo. As campanhas católicas contra o uso de anticoncepcionais são reflexos contemporâneos da antiga luta estóica contra o prazer; a única função legítima do sexo, como ensinava Sêneca, deve permanecer a procriação.

   Para os cristãos do terceiro milênio, toda imoralidade – a única verdadeira imoralidade – é sexual. O inquietante é que, com o passar do tempo, perdemos a capacidade de ver que não há nessa postura nenhum traço de Jesus, do Antigo Testamento ou dos apóstolos. Pela familiaridade com o nosso próprio discurso, tornamo-nos inteiramente incapazes de reconhecer nossa neurose sexual.

   Ao contrário, o que fazemos constantemente é acusar o mundo contemporâneo de ser obcecado com sexo. Pode ser hora de reconhecer que, depois de milênios do nosso exemplo, eles simplesmente aprenderam conosco.


O autor desse texto é Paulo Brabo.
Disponível em: www.baciadasalmas.com

terça-feira, 29 de junho de 2010

Variedade é Satisfação?



E o rei Salomão amou muitas mulheres estranhas, e isso além da filha de Faraó, moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, das nações de que o SENHOR tinha dito aos filhos de Israel: Não entrareis a elas, e elas não entrarão a vós; de outra maneira, perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se uniu Salomão com amor. E tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. 1 Reis 11.1-3

   O desejo de uma pessoa pela variedade manifesta-se geralmente por meio de um comportamento obsessivo. A pessoa nunca se satisfaz, conforme provado pelos excessos da vida de Salomão. Lembro-me de, certa vez, ter passado a noite inteira com duas mulheres e, menos de 15 minutos depois de deixá-las na manhã seguinte, avistei uma prostituta pela qual eu era atraído e contratei seus serviços — eu não tinha ficado satisfeito o suficiente. Uma pessoa viciada na variedade jamais ficará satisfeita. Cada filme pornográfico só será excitante até ter sido "capturado" ou de alguma maneira experimentado, tornando-se depois obsoleto. Esses mesmos sentimentos podem ser atribuídos ao "Don Juan" que quer conquistar mulheres. Cada uma será usada até ele terminar com ela, e então ele procurará novas aventuras. A variedade é provavelmente a maior mentira que Satanás dá à atividade ilícita.

   Quando eu estava na minha vida de pecado, ficava obcecado pela idéia de um certo tipo de mulher, uma loira, por exemplo. Depois de seduzir uma e tê-la experimentado o suficiente para estar "satisfeito", eu me encontrava hipnotizado com o pensamento de um tipo diferente de mulher, talvez uma morena alta. Depois de seduzir uma morena, eu voltava a pensar em loiras, ou ruivas ou quem quer que fosse. Eu continuava a ser enganado, acreditando que, se eu pudesse ter um tipo particular de mulher, eu me satisfaria. Na realidade, nunca estava satisfeito, nem nunca estaria. A variedade é indubitavelmente a razão primária para a maioria do comportamento sexual ilícito. O mundo promove a variedade como o tempero da vida. Eu digo que essa é uma mentira vazia de Satanás.

Trecho do Livro:  No Altar da Idolatria Sexual do autor Steve Gallagher

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sexo no Casamento é Melhor



   Esta é a conclusão que chegaram os pesquisadores britânicos. A pesquisa foi conduzida por uma revista chamada Top Sante, especializada em medicina.

   Segundo dados da pesquisa, onde duas mil mulheres foram entrevistadas, dois terços afirmaram que a melhor relação que tiveram em sua vida foi com o marido. Outro dado interessante: após 14 anos de casamento, 63 por cento das mulheres desejam o marido sexualmente. 93 por cento das entrevistadas, também estavam satisfeitas com a virilidade do 'maridão'. Mais da metade achavam o corpo do marido 'simplesmente maravilhoso'. 95 por cento disseram que a fidelidade no casamento era muito importante para a duração da relação.

   Pesquisas sérias como essa, mostram que o casamento é o lugar correto para uma plena satisfação sexual do homem e da mulher. Quando Deus planejou o casamento, um dos seus propósitos era, sem dúvida, que homem e mulher tivessem prazer sexual. O sexo foi criado por Deus para a realização dos cônjuges. Como igreja cristã deixamos, por muitos anos, de dar esta ênfase para os casais. Precisamos ensiná-los de que é da vontade de Deus que se realizem sexualmente no casamento! Precisamos resgatar o sentido do livro de Cantares de Salomão e aplicá-lo ao contexto da vida conjugal. Sexo é para procriação sim, mas também para a satisfação.

   Ao contrário do que muitos estão dizendo, o casamento não é a sepultura da felicidade sexual. Deus assim planejou e as pesquisas comprovam isso. Basta acreditar e ir em busca desta realização.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Não Quero Ficar Ficando




   O mês dos eternos apaixonados, dos amantes e enamorados, tudo muda no mês de junho, as vitrines se tornam românticas cheias de corações de mimos para casais, celebrar algo puro e bonito como o namoro sempre é belo e louvável. Mais o triste é ver que a realidade não é tão perfeita como se mostra ou parece, pois o namoro tem sido afligido por um vírus conhecido como “ficar” que nos últimos anos tem infectado adolescentes e jovens de várias idades deturpando a beleza do namoro, trazendo uma geração que não se importa na verdade com o outro, eles apenas desejam o que vêem usam por algumas horas ou minutos jogam fora e vão a busca do próximo parceiro que o atraia e o satisfaça por mas alguns momentos e assim vão vivendo a cada dia. Para nós cristãos que buscamos uma família saudável e abençoada não a nada mais venenoso do que o ficar. A bíblia fala muito pouco sobre namoro pois os casamentos da época eram em sua quase totalidade arranjados como em algumas culturas hoje, mas ela nos deixa princípios importantíssimos que nos mostra o valor do verdadeiro namoro e sua importância.

1- Estimule o amor e as boas obras (Hebreus 10:24). Os dois devem crescer no namoro, um ajudando ao outro a realizar seu potencial, em todas as áreas. Um namoro que ocupa todo o tempo livre da pessoa e que dificulta o seu serviço a outros, não ajuda o desenvolvimento pessoal.

2-Observe desde agora como é o comportamento do seu namorado, ele a traiu durante o namoro? Será que se mostrará fiel no casamento? Ela mente aos outros? Será que sempre lhe dirá a verdade? Ele é explosivo e fisicamente violento agora? Acha que vai controlar esses impulsos depois de se casar? Pois muitos problemas de casais que hoje vivem em pé de guerra começou no namoro.Fique sempre atento a isso namore sempre de olhos bem abertos.

3- Manter se puro durante todo o namoro como já mencionei no início, a sociedade atual perverte muito o sentido do namoro. Para muitos, a prática sensual do "ficar" vem antes de conhecer o nome da pessoa, e sem nenhum compromisso pessoal. Em muitas escolas, relações sexuais ilícitas são consideradas normais e até incentivadas pelas conversas entre alunos e professores. A vontade de Deus é outra. Independente das atitudes liberais da sociedade, Deus considera errada qualquer relação sexual fora de uma vida de compromisso. (Hebreus 13:4)

4- Namore sempre respeitando seus pais e os pais do seu namorado, aceite sempre um bom conselho pois a experiência sempre faz muita diferença (Provérbios 6:20).

   Diferente do “ficar” sem compromisso que destrói relações, gera pessoas feridas, pois muitos se sentem usados e daí partem a usar a outros como uma vingança. O namoro é belo e lindo tem pássaros cantando, tem lua sobre um banco da praça iluminando o casal de namorados apaixonados e tem a benção de Deus para aqueles que andam nos seus princípios.


Autor: Pastor Rodrigo Almeida
Fonte: http://aprendendoemsarepta.blogspot.com/2009/08/nao-quero-ficar-ficando.html

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Sexualidade nos Dias de Hoje.





1. Introdução: Como falar sobre moralidade e sexo?


1.1 Como falar sobre moralidade?

   É necessário levantar alguns pontos importantes antes de podermos entrar direto ao assunto deste artigo. Falar sobre moralidade e sexualidade é algo bastante delicado e, portanto, se faz necessário tecer algumas palavras de introdução para evitar alguns equívocos comuns ao se tratar destes assuntos. O que eu quero que o leitor tenha em mente é que eu não tenho a pretensão de criar uma regra moral a partir dos argumentos abaixo, simplesmente porque não cabe ao homem decidir de forma absoluta e universal sobre qualquer regra moral, pois isso é uma prerrogativa de Deus – se Ele, de fato, existir -, Ele sim pode decidir tais coisas pelo fato de Sua natureza ser essencialmente boa e de ser absoluto sobre o universo, mas como vivemos numa cultura que não pressupõe a existência do Deus cristão, não podemos impor a moralidade cristã sobre nossa cultura. O que podemos fazer, e de fato fazemos, para formular o código moral da sociedade é pesar as consequências positivas e negativas de um determinado ato e a partir disso afirmar que tal atitude não deve, ou deve, ser praticada para o bem geral da sociedade. Toda ação que julgamos imoral é, no fundo, julgada como tal a partir desses princípios. Eu acredito no Deus cristão e na moralidade sexual tradicional – casamento com fidelidade total ao parceiro, ou a abstinência total, mas meu intuito não é argumentar a partir da Bíblia a favor deste ponto, mas sim analisar as consequências da sexualidade como ela é encarada no mundo contemporâneo e mostrar se ela é nociva ou positiva para o bem da sociedade.


1.2 Como falar sobre sexo?

   Antes de falarmos sobre o sexo, que é um assunto extremamente delicado, a gente precisa pensar um pouco sobre como se debate um assunto, qualquer assunto, inclusive o sexo. Num debate se apresentam argumentos, razões, premissas que sustentem uma determinada conclusão, pesando argumentos pró e contra decidimos qual conclusão é a mais provável, pelo menos é assim que se deve debater. Mas existe um famoso ditado que diz que futebol, política e religião não se discutem. Por que isso? Por uma simples razões, tais assuntos são, na maioria das vezes, não debatidos com a razão, mas sim com a emoção, a paixão. Meu time é o melhor não importa se ele não vence um jogo há 1 ano, ele continuará sendo o maior e pronto. Se meu político se envolve em algum escândalo, não importa, ele continuará sendo o melhor. Quando o assunto é religião então nem se fala. Isso é devido ao fato de que tais opções são feitas com base num gosto pessoal, na paixão, e não da avaliação racional e crítica dos argumentos pró e contra uma determinada opção e isso impossibilita um debate maduro. O mesmo vale para o sexo, o sexo é um assunto difícil de ser debatido racionalmente, pois falamos de sexo influenciados pela paixão, por isso é quase impossível aceitar um argumento contra o nosso estilo de vida sexual, por que há algo dentro de nós que fala mais alto do que a razão. Experimente formular o seu melhor argumento contra o estilo de vida homossexual, usando evidências psicológicas e sociológicas e apresente a um grupo de homossexuais ferrenhos defensores da causa homossexual, você provavelmente encontrará uma forte e até agressiva oposição e seus argumentos serão ignorados. Se você fizer o contrário, apresentando sua defesa da liberação sexual a um grupo de religiosos fundamentalistas, a reação pode ser até pior. Sabemos que na Igreja o sexo é um grande tabu e, geralmente, aquele que defende um estilo sexual diferente do consenso é fortemente rejeitado. Ou até se você defender alguma outra crença diferente da ortodoxia vigente na Igreja, você provavelmente não encontrará argumentação, mas sim rejeição. Isso tudo porque, pensamos mais com nossa paixão do que nossa razão e precisamos aprender a pensar racionalmente sobre aqueles assuntos que defendemos apaixonadamente sem deixar a paixão contaminar nossa argumentação. Agora, com isso em mente, podemos encarar o tão polêmico assunto que é o sexo.


2. Sexualidade e Saúde Mental

   Uma das principais críticas que o mundo secular lança contra a moralidade sexual tradicional é o argumento de que o controle dos impulsos sexuais e a abstinência sexual extraconjugal são repressores e, portanto, causadora de diversas neuroses emocionais. Geralmente, a psicanálise e o seu conceito de repressão ou recalque, cunhado por Sigmund Freud, é usada como base para sustentar tal tese. Os impulsos reprimidos seriam causadores de sintomas neuróticos e desequilíbrio mental.

   Essa idéia é profundamente enraizada na mentalidade secular e difícil de ser extirpada, pois, como vimos, o ser humano está sempre buscando racionalizar suas ações pecaminosas para aliviar sua consciência (lembrem-se da questão das paixões). Apesar disso, essa idéia não encontra muito respaldo psicanalítico como veremos logo adiante, mas para começar com uma ilustração, lembro-me de um trecho do livro E Se Jesus Não Tivesse Nascido? de James Kennedy, no qual ele comenta e compara duas pessoas que ele teve a oportunidade de conhecer, uma mulher que há anos dormia com diversos homens, e um homem que só havia beijado apenas a sua esposa em toda a sua vida. Pelos padrões seculares a conclusão óbvia é de que a mulher deveria ser uma pessoa muito realizada, feliz e satisfeita sexualmente, já o homem um frustrado com severas dificuldades mentais, mas, na verdade, ele conheceu a mulher num hospital psiquiátrico e o homem é Billy Graham, o grande evangelista e conselheiro de boa parte dos presidentes americanos. Ora, o problema desse preconceito secular não está na psicanálise e nem com Freud, mas sim nas distorções que o secularismo faz para sustentar suas teses. Freud jamais foi a favor da liberação sexual, mas sim da liberdade de se falar livremente sobre sexo, mas não na liberdade de agir. Vamos ver o que o próprio Freud diz em relação a isso:


“Achar que a psicanálise busca qualquer cura para as desordens neuróticas, dando livre vazão à sexualidade, é um equívoco sério, que só pode ser desculpado a partir da ignorância. Quando conscientizarmos as pessoas de seus desejos sexuais reprimidos, por meio da análise, isso, pelo contrário, lhes permite ter domínio sobre eles mesmos, coisa que a repressão prévia era incapaz de conseguir. Seria mais certeiro dizer que a análise liberta o neurótico das cadeias de sua sexualidade”¹


Freud está dizendo que quem usa a psicanálise para sustentar a liberação sexual é um ignorante, além disso, ele afirma que:

“’Uma... comunidade está perfeitamente justificada, psicologicamente’ a proibir o comportamento sexual de crianças ‘pois não haverá perspectiva de refrear os apetites sexuais dos adultos, se a base para tanto não tiver sido preparada na infância”²

   E ele ainda alertava que quando os padrões sexuais desaparecem, como aconteceu “no declínio das civilizações antigas, o amor ficou destituído de valor e a vida, vazia”³.

   Mas se é essa a opinião de Freud, de onde vem a confusão? Não podemos confundir o termo “repressão” com “supressão” – como muitos costumam fazer. A palavra “repressão” é um termo técnico que se refere a um processo inconsciente que, quando excessivo, pode ocasionar sintomas neuróticos. A repressão excessiva geralmente ocorre cedo na vida, e quando ela ocorre, não temos consciência desse acontecimento. A sexualidade reprimida não parece sexualidade para o paciente. Já a supressão, por outro lado, é o controle consciente dos nossos impulsos. Ao confundir os dois, muitos concluem que qualquer tipo de controle de impulsos sexuais faça mal à saúde, o que é uma bobagem, pois na realidade é falta de controle que faz mal à saúde. C.S. Lewis escreve: “a entrega a todos os nossos desejos obviamente leva à... doença, à inveja, à mentira, à dissimulação e a tudo que é contrário à saúde... Qualquer felicidade, mesmo desse mundo, exige bastante moderação...”. Freud apenas criticava a hipocrisia sexual daquela época, essa sim era causadora de doenças neuróticas, portanto, como cristãos, devemos ter liberdade para falar de sexo, caso contrário, podemos estar criando uma comunidade de neuróticos sexuais que não saberão lidar com sua sexualidade, mas isso não implica na liberação de todo e qualquer impulso sexual. Wilhelm Reich, pioneiro da libertação sexual e uma cultuada figura nos anos 60, dizia que toda neurose é sintoma de falha sexual e a única salvação para o homem era o "orgasmo definitivo". Mas apesar de exigir liberdade sexual para si tendo inúmeros casos, ele não suportava a idéia de que sua mulher pudesse viver sob a mesma filosofia, e eu digo porquê: a filosofia da liberação sexual simplesmente não funciona, é perniciosa e destruidora de emoções e de uniões matrimoniais, não há homem que consiga viver sob tal filosofia. Idéias como as de Reich permeiam a sociedade contemporânea, pois aparentemente nos são muito aprazíveis, mas acabam por causar consequências fatais. Para terminar, uma pesquisa da revista americana Redbook com 100.000 mulheres mostrou que aquelas mais liberais sexualmente eram as menos satisfeitas com sua vida sexual, e as que se classificaram como “muito religiosas” eram as mais satisfeitas sexualmente. Ora, além ser mais saudável, a sexualidade tradicional, ao contrário do que pensam, produz ainda mais prazer sexual.


3. Sexualidade e Saúde Matrimonial


   Hoje o casamento é uma instituição fora de moda na cultura ocidental, se um jovem nos seus vinte e poucos anos afirma que tem um casamento marcado é capaz de ser visto com espanto de tão estranha que é a idéia de um casamento tradicional. O mundo de hoje vê o casamento como uma instituição retrógrada e repressora. É fácil se deixar levar por tal pensamento, pelo fato de que é um mito presente na cultura popular, porém, o casamento representa uma função de grande importância na construção de uma sociedade saudável. Na obra clássica The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, o historiador inglês do século XVIII Edward Gibbon afirmou que uma das causas da queda do Império Romano foi justamente a destituição dos laços familiares no Império. Além disso, pessoas casadas lidam melhor com doenças, têm rendimento financeiro melhor e adotam estilos de vida mais saudáveis e um divorciado chega a ter até o dobro de chance de cometer suicídio do que uma pessoa normal e sofre os mesmos riscos de sofrer um acidente cardíaco do que alguém que fuma um maço de cigarros por dia.[4]


   Grande parte dos casamentos terminam em divórcio, mas por que isso acontece? A saúde de um relacionamento homem-mulher está intrinsecamente ligada ao estado sexual do casal, tanto a vida sexual presente, afinal, quantos casamentos resistem a um caso de adultério? Mas não é apenas a vida presente que influencia a saúde do relacionamento de um casal, a vida passada também. Hoje quando um casal se junta, na maioria das vezes já tiveram inúmeros outros parceiros, muitos sem o menor compromisso. Isso afeta a confiança mútua e ameaça o relacionamento de um casal (vide Reich), qual homem gosta de saber que sua esposa já foi de outro homem? Ou pior, de outros? Tal situação desperta um sentimento de ódio e revolta tão grande que abala a confiança no parceiro(a) e tira o brilho e o valor do amor. Muitos homens passam a desprezar ou não tratar com o devido respeito sua parceira ao saber de seus relacionamentos passados, não que isso seja correto, mas é natural e, às vezes, até mesmo após o homem tirar a virgindade de sua própria parceira ele acaba por menosprezá-la, pois o valor do sexo é anulado. Não há, na maioria das vezes, ligação entre o sexo extraconjugal e amor, sexo extraconjugal é carnal e destituído de valor. O homem não passa a amar mais sua mulher após consumar o ato, é mais comum acontecer o contrário, mas ainda assim muitas mulheres acreditam que estão sendo mais amadas ao se entregarem ao parceiro, mas não estão. Ainda que o homem ame a mulher de verdade, muitas vezes o impulso fala tão alto que impede de tratar sua amada com o devido respeito, além disso, as relações sexuais pré-matrimoniais podem atrapalhar o casamento de diversas maneiras, desvalorizando, atrasando e gerando outras insatisfações. Donald Joy escreve que iniciar a prática sexual prematuramente causa um curto-circuito no processo de criação de vínculos emocionais. Ele cita um estudo com 100.000 mulheres que liga a experiência sexual precoce com insatisfação nos seus casamentos atuais, infelicidade com o nível de intimidade sexual e um predomínio de baixa auto-estima (Christianity Today, 3 de Outubro , 1986). Os psicólogos Henry Cloud e John Townsend afirmam que a abstinência pré-matrimonial ensina o casal a expressar amor sem ser por via sexual, muitos casais que iniciam a vida sexual antes do casamento não aprendem a expressar amor sem ser por via sexual então quando, no casamento, a paixão passa o casamento termina, já que a sexualidade prematura pode impedir o conhecimento mais íntimo e profundo do casal, o conhecimento mútuo e a expressão de amor por vias mais sublimes do que a sexualidade. Por isso, a sexualidade extra-conjugal gera muito mais problemas do que os resolve e deve ser evitada.


4. Sexualidade e Saúde Social

   No mundo pós-moderno é crença comum que a moral sexual privada diz respeito apenas ao individuo, não cabendo a sociedade a tarefa de coibir a imoralidade sexual, portanto, todo tipo de sexualidade deve ser permitida ao individuo, casamento homossexual, divórcio, aborto entre tantos outros desvios. É verdade que não cabe à sociedade decidir o que um indivíduo faz com o seu próprio corpo, mas à sociedade cabem duas responsabilidade (1) Instrução moral e (2) A criação de leis que coíbam comportamentos imorais[5] Moralidade está intrinsecamente ligada à prosperidade das grandes civilizações – o que não acontece quando as paixões estão afloradas. Junto com a ascensão das grandes civilizações antigas pode-se observar também uma elevada moralidade, as pessoas evitavam a imoralidade sexual e havia até leis para refreá-las, até que chegava ao auge da civilização e a moralidade era relaxada e por fim abolida e daí seguia o declínio da civilização como já vimos no caso do Império Romano. Vejamos alguns exemplos mais palpáveis: Quantas famílias e indivíduos não tem a vida destruída por causa de adultério e divórcio? Quantos delinquentes não surgiram a partir de famílias sem pai? Pense na maior praga dos nossos tempos, a AIDS, bilhões de dólares gastos na saúde pública poderiam ser gastos com coisas mais importante se tão somente as pessoas seguissem a moralidade tradicional de abstinência extraconjugal, isso sem falar nas inúmeras outras DSTs. E a única maneira 100% segura de prevenir tais doenças é a adoção da moralidade sexual tradicional. Para exemplificar isso, Theresa Crenshaw, M.D., foi membro da Comissão da presidência dos EUA para tratar da AIDS. Ela é ex-presidente da American Association of Sex Educators, Counselors, and Therapists [6] e uma fez a seguinte pergunta a 550 terapeutas familiares e de casal em Chicago: "Quantos de vocês recomendariam camisinhas para a prevenção da AIDS?" A maioria das mãos levantaram. Então ela perguntou quantos fariam sexo com um soropositivo usando uma camisinha. Nenhuma mão permaneceu levantada. Ela advertiu dizendo que, "É irresponsável aconselhar estudantes, clientes e pacientes a fazer o que vocês mesmos não fariam, pois eles podem morrer por isso"[7]. Estudos confiáveis mostram que preservativos não são 100% confiáveis nem para prevenir DSTS e nem a gravidez[8]. A verdade é que a liberação sexual iniciada na década de 60 trouxe grande parte dos problemas da sociedade contemporânea.

Conclusão

   Vimos que as pessoas que pautam sua sexualidade na moralidade tradicional são mais satisfeitas sexualmente, vivem casamentos mais felizes, e formam uma melhor sociedade e todos esses fatores estão intrinsecamente ligados, já que indivíduos desequilibrados formam casamentos e sociedades desequilibradas e casamentos e sociedades desequilibradas formam indivíduos desequilibrados. Argumentos a favor da sexualidade extraconjugal, na maioria das vezes, são pautados na paixão e não na razão, por isso o que mais ouvimos são argumentos falaciosos como “estamos no século XXI” ou “A moralidade tradicional é retrógrada”. Então, se a sexualidade como vivida hoje é nociva porque abraçar uma filosofia tão nociva ao bem individual e social? Não há motivo que não o desejo de saciar todos os nossos mais profundos anseios. Pra mim, todos os tabus existentes em relação ao sexo presentes nas mais diversas culturas (inclusive na cultura secular) indicam que o sexo é mais do que um ato físico, existindo mais coisas envolvidas na relação sexual do que uma simples transmissão de fluídos corporais, tal reducionismo não capta toda a dimensão da sexualidade humana, acredito que apenas o cristianismo responde adequadamente ao nosso êxtase sexual – a representação da união entre Cristo e a Sua Igreja. Se Deus existe realmente e se todo o universo é obra Sua, jamais compreenderemos a existência humana sem levar em conta essa realidade. G. K. Chesterton comentando sobre essa nossa fixação com o sexo disse as seguintes palavras:

“Dou um exemplo dentre uma centena: não tenho pessoalmente nenhuma afinidade com aquele entusiasmo pela virgindade física, que certamente tem sido uma marca do cristianismo histórico. Mas quando olho não para mim mesmo, mas para o mundo, percebo que esse entusiasmo não é apenas uma marca do cristianismo, mas uma marca do paganismo, uma marca da natureza profundamente humana em muitas esferas. Os gregos sentiram a virgindade quando esculpiram Ártemis; os romanos, quando vestiram as vestais; os piores e mais loucos dos grandes dramaturgos elisabetanos agarraram-se à pureza literal de uma mulher como se isso fosse o pilar central do mundo. Acima de tudo, o mundo moderno (mesmo enquanto zomba da inocência sexual) atirou-se a uma generosa idolatria da inocência sexual – a grande adoração moderna das crianças. Pois qualquer um que ame as crianças concordará que a peculiar beleza delas é ferida por uma insinuação do sexo físico.”[9]

   Enquanto a raça humana existir o problema do sexo não será resolvido através de nenhum tipo de liberação sexual ou banalização do sexo. Philip Yancey afirmou que quando uma sociedade perde a fé em seus deuses, ou em Deus, poderes inferiores surgem para tomar o seu lugar. Chesterton afirmou que “todo homem que bate à porta de um bordel está procurando por Deus”. Hoje não restam dúvidas de qual é o deus da sociedade contemporânea.


NOTAS:

¹Id., Two Encyclopedia Articles, em The Standard Edition of the Complete Psychological Works, vol. XVIII, p. 252 apud NICHOLI, Armand. Deus em questão: C.S.Lewis e Freud debatem Deus, Sexo, Amor e o Sentido da Vida. Minas Gerais: Ultimato, 2005, p. 145.

² The Sexual Enlightenment of Children, em The Standard Edition of Complete Psychological Works, vol. IX, p. 137 apud NICHOLI, Armand. Deus em questão: C.S.Lewis e Freud debatem Deus, Sexo, Amor e o Sentido da Vida. Minas Gerais: Ultimato, 2005, p. 145.

³ On The Universal Tendency to Debasement in the Sphere of Love em The Standard Edition of the Complete Psychological Works, vol. XI, p. 188 apud NICHOLI, Armand. Deus em questão: C.S.Lewis e Freud debatem Deus, Sexo, Amor e o Sentido da Vida. Minas Gerais: Ultimato, 2005, p. 145.

[4] YANCEY, Philip. Rumores de Outro Mundo: A Realidade Sobrenatural da Fé. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 128.

[5] Para uma análise da eficácia da legislação moral ver artigo Moralidade Legisladora de Michael Bauman em Ensaios Apologéticos de J.P.Moreland et al.

[6] Richard W. Smith, "Parent' s HIV Prevention Information Package:' n.d., p. 48. (Smith é “um professional da area da saúde com mais de 20 anos de experiência em epidemiologia de Doenças Sexualmente Transmissíveis e controle e prevenção de HIV” Ele mora em Trenton, NJ.)

[7] Theresa Crenshaw, M.D., "The Psychology of AIDS Prevention: Implementing Effective Strategies, "Transcript: National Conference on HIV, Washington, DC, November 1987, p. 4.l

[8] Ver artigo “Safe Sex and the Facts” de Raymond G. Bohlin, Ph.D em http://www.leaderu.com/orgs/probe/docs/safesex.html

[9] CHESTERTON, G.K. Ortodoxia. São Paulo: Mundo Cristão, 2008, p. 256

Fonte: http://despertaibereanos.blogspot.com/search?q=sexualidade
Autor: Vitor Grando

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ego



   O ego que me refiro aqui não é aquele definido pela psicanálise, esse é assim definido segundo a Wikipédia:

Ego é o centro da consciência inferior, diferente do Eu, que é centro superior da consciência. O Ego é a soma total dos pensamentos, idéias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. É a parte mais superficial do indivíduo, a qual, modificada e tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do indivíduo. Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao id sem transgredir as exigências do superego. Quando o ego se submete ao id, torna-se imoral e destrutivo; ao se submeter ao superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; se não se submeter ao mundo, será destruído por ele.¹

   Não sei se o que vou falar aqui tem alguma a ver com o ego da psicanálise, acredito que sim. O sentimento que me refiro é aquela vontade que todos os seres humanos tem de satisfazer a sí próprio, seus próprios desejos. Ao longo de um único dia vários dessas vontades podem surgir: o desejo sexual, o orgulho, a avareza entre tantos outros. Esses desejos geralmente não são benéficos para nós, são desejos egoístas. Uma pessoa para ter uma boa qualidade de vida não pode se entregar à esses desejos que nos fazem mal, é uma luta diária contra tudo o que pode nos prejudicar, alcool, drogas entre outros. São coisas que nos aprisionam, quanto mais se tem mais se quer e menos se fica satisfeito, na verdade nunca se fica satisfeito. O nosso eu quer alguma coisa que geralmente pensando racionalmente nós não queremos pois sabemos que aquilo é mal e tentamos lutar contra isso. Jesus a mais de dois mil anos atrás já falou sobre isso:

Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Mateus 16:24

E ainda:



Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Mateus 16:25


   Ou seja, a cada dia temos que negar a nós mesmos (nosso eu), negar nossos desejos e seguir Jesus. É uma batalha difícil. Por nós mesmos, através de nossas próprias forças não podemos resistir, é por isso que devemos orar. Se você quer se libertar de algum vício seja ele qual for: drogas, álcool, pornografia ore para que Deus te de forças, ore com toda a vontade do seu ser e tenha fé que Ele pode tudo, o que nos parece impossível é possível para Ele. Milhares de vidas Ele já mudou e testemunhos não faltam, a liberdade do ego que nos aprisiona é possível, tenha fé nisso. Talvez você não queria se libertar ou ache que essa ou aquela vontade não seja um problema na sua vida, mas o nosso eu é realmente perigoso, pode ofuscar nossa mente e não conseguimos enxergar onde nosso problema pode nos levar. Quando nós não enxergamos ou não queremos mudar as conseqüências de nossos atos ainda sim vão existir. Mas no dia em que quiser mudar a sua vida, lembre-se:

Tudo posso naquele que me fortalece. Filipenses 4:13



¹ http://pt.wikipedia.org/wiki/Ego

sábado, 3 de outubro de 2009

Liberte-se




   O site http://sexxxchurch.com/ lançou projeto intitulado: 36 dias de pureza sexual. Em contato com o pessoal da sexxxchurch eles me permitiram muito cordialmente liberar a informação aqui no blog para alcançar um maior número de pessoas.

O que é a Sexxxchurch?

"A questão é o que fazemos com os fatos. Nós podemos simplesmente aceitá-los e rendermos-nos à carne ou nós podemos viver uma vida de integridade evitando a promiscuidade e ciladas da pornografia na Internet. Esta é a batalha de todo homem.”


A SEXXXCHURCH é um grupo formado por pessoas dispostas a pagar o preço e que estão unidas pelo Corpo de Cristo, pela fé na salvação dos homens. Um grupo com características próprias dirigido à pornografia / prostituição / sexo.

A SEXXXCHURCH foi gerada para trazer consciência, abertura, responsabilidade e recuperação para a igreja, a sociedade e os indivíduos que tenham problemas com a pornografia, além de começar a dar ou buscar soluções, por meios criativos e não condenatórios, mostrando as conseqüências da pornografia e do sexo fora do casamento. Acreditamos que essa é a melhor forma de ação para gerarmos verdadeiros impactos na “geração MTV” - com ações criativas.



36 Dias de pureza sexual.

O que é?


Esse projeto nasceu do desejo de fazer mais do que simplesmente desafiar. Nasceu do desejo de fazer algo palpável para aqueles que aceitarem a proposta de viver uma vida de pureza sexual, e de durante 36 dias refletir a respeito disso.

Nosso objetivo é viabilizar tudo que acreditamos e tudo que viemos aprendendo no ministério para a vida de cada um que se dispor a refletir e orar, e mais que isso… viver uma vida pura.

Durante 36 dias, vamos separar nossa atenção para tratar de assuntos relacionados a sexualidade, cremos que a pureza sexual é algo que é desenvolvido no dia a dia, assim como a nossa salvação, mas pra quem tem a vida toda pela frente 36 dias não são muita coisa.

Neste período vamos orar, ler, pensar, escrever, desenhar, cantar, pular, dançar, enfim! Fazer e acontecer de muitas formas para dar a oportunidade de realmente sermos transformados por Deus através da reflexão, oração e confissão sobre um assunto que é tão pouco falado hoje em dia dentro de nossas igrejas: séquisô, e todas as suas vertentes que de alguma forma foram deturpadas ao longo do tempo.

Pra quem é?

O objetivo é convidar adolescentes e jovens a participarem, mas se você não se encaixa nesse perfil, não se sinta tiozão! Deus pode mostrar muitas coisas de muitas maneiras, não tem como limitar.

Agora, se você já é casado talvez algumas partes disso tudo não façam muito sentido, pois você já tem carta branca de Deus pra brincar, mas ainda assim: mas isso não significa que você não corre o risco de estar vivendo o sexo fora daquilo que Deus planejou.

Como funciona?

“Ser salvo não custa nada, ser discípulo custa tudo”.

É simples. Considere a proposta como um jejum “sexual”. O que sugerimos não é nada além do que a Bíblia já não proponha. Mas pra tratar de forma prática, o que estamos falando é que durante esses 36 dias, você se abstenha de masturbação, pornografia, e qualquer tipo de comportamento que te leve a pecar na área sexual (a segunda ou a primeira olhada, aquela blusa decotada, o xaveco desnecessário, a saia curtíssima, o comentário sobre a menina, o programa de TV que só passa depois da meia noite), se você é solteiro não fique, se você namora não apalpe… gaste o tempo refletindo, conversando e crescendo em amor com aqueles que estão perto de você. Podemos sugerir, mas esses 36 dias vão acontecer da forma que você encará-los.

Propomos uma tentativa de viver a vida de forma pura, ou pelo menos da forma como Deus gostaria que vivêssemos a nossa sexualidade enquanto jovens, e enquanto cidadãos do mundo HOJE. E é claro… não só por 36 dias.

Você não é santo demais pra tentar…

Baixe o programa: 36 dias de pureza sexual.

   É isso ai, pra quem quer negar a si mesmo e seguir a Jesus, nosso Senhor e Salvador é uma ótima oportunidade. O pecado sexual é algo que nos escraviza a cada dia e nos faz muito mal, quem já passou ou passa por isso sabe muito bem. Um dia conversando com um primo chegamos nesse assunto. Nós dois concordamos que nossa natureza pecaminosa tem sempre a tendência a nos fazer pecar, e sobre o pecado sexual como a masturbação é algo que nos aprisiona e não nos traz liberdade e nem satisfação, pelo contrário, ficamos cada vez mais sedentos e insatisfeitos. Ficamos imaginando como seria bom e muito melhor poder viver satisfeitos e felizes com uma única mulher, onde vamos amar e ser amados. A internet, TV e propagandas publicitárias hoje em dia nos bombardeiam com a pronografia e a sensualidade, a todo momento somos tentados e resistir é muito difícil. Mas para quem vive com Jesus nada é impossível, se você quer sair dessa vida de escravidão e libertar-se para viver livre do pecado e em comunhão com Deus peça a Ele que te fortaleça e fortifique seu coração para que assim você tenha a imensa recompensa de viver de acordo com a vontade de Deus.

Que você possa viver da maneira correta e da forma que Deus nos criou para viver, e se cair que tenha força para levantar.

E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível.
Mateus 19:26