Mostrando postagens com marcador Moral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Moral. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Regra de Ouro

A ética da reciprocidade é um princípio moral geral, que se encontra em praticamente todas as religiões e culturas, frequentemente como regra fundamental. Este facto sugere que pode estar relacionada com aspectos inatos da natureza humana.

A seguir, exemplos de referência à regra áurea nas religiões mais antigas:

No Zoroastrismo

Aquela natureza só é boa quando não faz ao outro aquilo que não é bom para ela própria - Dadistan-i-Dinik 94:5

No Judaísmo

O que é odioso para ti, não o faças ao próximo[carece de fontes?]

No Confucionismo

Não façais aos outros aquilo que não quereis que vos façam - Confúcio

No Budismo

Não atormentes o próximo com o que te aflige - Udana-Varga 5:18

No Hinduísmo

Esta é a suma do dever: não faças aos outros aquilo que se a ti for feito, te causará dor - Mahabharata (5:15:17)

No Cristianismo

Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles - Jesus no Sermão da Montanha(Mt. 7, 12)

Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Inversão de Valores

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Mateus 11:29


1. Se Jesus nos recomenda veementemente em seu Sermão do Monte total discreção em nossos feitos, em nossas ações beneficentes, orações, jejuns, atos de justiça e esmolas, tudo devendo ser feito em secreto, distante dos spots de luz, longe da aprovação dos homens, afastado dos aplausos das grandes platéias e como resultado direto disso, em segredo nosso Pai nos recompensará, e se o próprio Jesus disse que o que a nossa mão direita faz ignore a mão esquerda...

Como é que se explica essa avidez voraz de líderes por serem catapultados pra pedestais cada vez mais elevados, essa sofreguidão irrefreável de tantos outros em serem aplaudidos em mega eventos e em shows megalomaníacos de lucros imensuráveis, com o fim de serem visto pelos homens e enriquecerem às custas deles?

Pense...

2. Se Jesus que é o nosso Mestre e exemplo único a ser seguido disse que Ele próprio, sendo O Filho do Homem não tinha onde reclinar a cabeça, que deveríamos ter uma vida simples nos contentando com o que temos, sem pre-ocupações e as ansiedades, e se Paulo também nos exorta delatando a intrusão sorrateira de Satanás tentando induzir e enganar a igreja afastando-a da pureza e da simplicidade devidas a Cristo...

Como explicar o luxo gritante, a ostentação de casas em condomínios fechados elitizados, os carros importados, os seguranças, as viagens dispendiosas, e a vida nababesca de muitos líderes ditos evangélicos que arrebanham milhões de crentes simplórios e desavisados e arrancam milhões de reais de seus bolsos quase vazios e surrados?

Pense...

3. Tenho visitado a alguns anos um homem extraordinário. Não, não é um empresário bem sucedido ou um pastor executivo de uma mega congregação. Não. “Seu”Djalma mora num casebre mal acabado descendo uma ladeira no longíquo bairro Cidade de Deus em Manaus. Com 43 anos, não tem carro, graduação e dinheiro. No Natal não teve um grande banquete na ceia. Ganhou 5 panetones (um dos quais eu dei). Foi uma festa.

Sua aparência também não impressiona em nada.

Aliás, existe uma característica que complica mais ainda. Ele perdeu as duas pernas em um terrível acidente. Dono de si, brigão, bêbado, sobe no caminhão. A porta estava destravada. Caiu no vazio, na escuridão da estrada. A mente desaba em espiral rumo ao negrume da vestigem. Acordou no hospital, não sentindo as pernas. Conheceu quase todos os hospitais da cidade. Pernas necrozadas. Cheiro putrefato da morte. Membros amputados sem anestesia. Dor intensa, no corpo e na alma. Tristeza profunda, choro, dor, angústia. Decepção. A boca amordaçada pelas ataduras da dúvida atroz. A vida apagada já sem o brilho da motivação para simplesmente existir.

Um dia conheceu a Palavra de Deus. Recebe a mensagem libertadora do Evangelho meio à contra gosto. O poder do Evangelho despedaça a pedra dura do coração, transformando em fragmento de pó toda resistência humana. Esperança ressurge das brumas cizentas da incerteza. Fé imputada. Volta pra Deus. Alegria indizível.

É isso o que mais me impressiona no seu Djalma. A alegria esboçada em seu rosto de caboclo amazonense. O entusiasmo com que fala sobre Jesus. Os olhos brilham, o riso largo engrandece esse pequeno homem reduzido, fazendo exalar uma paz suave no ambiente empobrecido. Jesus entrou na minha vida e isso é tudo, diz ele.

...Não precisamos de muito para sermos pessoas felizes de verdade.

Isso não é super Interessante? Porque para a maioria das pessoas, para a sociedade essencialmente narcisista e consumista, ”seu” Djalma seria um nada, um zé-ninguém, um ser descartável que não produz, um aleijado que não gera dinheiro ou lucro pra ninguém.
Para Deus, entretanto, um gigante, um velocista de grandes distâncias.

Que grande inversão de valores!

Pense...

O autor desse belo texto é Manoel Silva Filho

sexta-feira, 26 de março de 2010

Arrogância Nossa



   “Gosto do seu Cristo, mas não gosto dos seus cristãos”. A frase é de Mahatma Gandhi e vale reflexão. Se considerarmos que Gandi morreu sem Jesus e crendo que ratos e outros animais são deuses dignos de adoração [como a maioria da população da Índia crê], temos de admitir que os cristãos têm uma parcela de responsabilidade nisso. É duro aceitar, mas a nossa arrogância e nosso mau testemunho vêm sendo um entrave no alcance de muitas pessoas pela verdade de Jesus.

   Somos arrogantes sim. Sob a prerrogativa de que detemos a única chave possível de acesso a Deus, subimos em nosso pedestal, altivos em nossa crença. Lembro-me da passagem em que os discípulos tentavam impedir que crianças se aproximassem de Jesus, repreendendo aqueles que as levavam [Mc 10:13]. Ou quando os seguidores do Senhor repreenderam um cego que clamava por cura [Mc 10:46-48]. Muitos de nós, ao invés de levar as pessoas a Cristo, as repelimos com nossa arrogância, nosso preconceito e testemunho reprovável.

   Um dos grandes desafios dos cristãos, hoje, é passar a verdade de Cristo sem parecer orgulhoso e dono de si. Se a verdade não for sustentada pelo amor, torna o detentor da mensagem odioso e a verdade repulsiva.

   Nietzsche disse certa vez: “Passarei a acreditar no Redentor quando o cristão parecer um pouco mais redimido”. Penso que muitos intelectuais até admitem sentir admiração por Jesus, mas quando olham para nós, cristãos, acabam considerando não valer a pena seguir a um Cristo que arrebanha pessoas de caráter tão duvidoso.

   É por isso que não me canso de pregar aos jovens: “Parem de olhar para homens, olhem para Jesus”. Se Gandhi e Nietzsche o tivessem feito, talvez houvesse experimentado a “paz que excede todo o entendimento” [Fp 4:7], a paz que desconcerta todo intelectualismo solitário.

   Quanto a nós, cuidemos de descartar a arrogância nossa de cada dia, para que o mundo possa ver em nós o reflexo do amor simples de Jesus.

O autor do texto é Clóvis Cabalau, texto do Púlpito Cristão

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ética: Qual Você Escolhe?



Nota: Texto um pouco longo sobre a ética. Vale a pena a leitura pois fala dos vários modelos que as pessoas seguem em suas vidas sem as vezes nem saber disso. Ao conhecer essa informações você pode descobrir por quais modelos guia a sua vida e com isso quem sabe fazer uma mudança, ao invéz de viver somente em busca pelo prazer "hedonismo" pensar também no próximo como diz a ética cristã. E no final faz relação com o título do blog, mostrando que esses valores morais são absolutos, eternos e valem para todos os homens de todas as épocas. Como já foi falado aqui em outros textos, somente assim podemos dizer que uma atitude é certa o errada, não porque eu ou você pensamos assim pois seria subjetivo e relativo, mas porque esses valores são a vontade de Deus.


Tomando Decisões

Todos nós tomamos diariamente dezenas de decisões. Fazemos escolhas, optamos, resolvemos e determinamos aquilo que tem a ver com nossa vida individual; a vida da empresa, da igreja, a vida da nossa família... Enfim, a vida de nossos semelhantes.

Ninguém faz isso no vácuo. Antigamente pensava-se que era possível pronunciar-se sobre um determinado assunto de forma inteiramente objetiva, isto é, isenta de quaisquer pré-concepções ou pré-convicções. Hoje, sabe-se que nem mesmo na área das chamadas “ciências exatas” é possível fazer pesquisa sem sermos influenciados pelo que somos, cremos, desejamos, objetivamos e vivemos.

As decisões que tomamos são invariavelmente influenciadas pelo horizonte do nosso próprio mundo individual e social. Ao elegermos uma determinada solução em detrimento de outra, o fazemos baseados num padrão, num conjunto de valores do que acreditamos ser certo ou errado. É isso que chamamos de ética.

A nossa palavra "ética" vem do grego eqikh, que significa um hábito, costume ou rito. Com o tempo, passou a designar qualquer conjunto de princípios ideais da conduta humana, as normas a que devem ajustar-se as relações entre os diversos membros de uma sociedade.

Ética é o conjunto de valores ou padrão pelo qual uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões.
 

Alternativas Éticas

Cada um de nós tem uma ética. Cada um de nós, por mais influenciado que seja pelo relativismo e pelo pluralismo de nossos dias, tem um sistema de valores interno que consulta (nem sempre, a julgar pela incoerência de nossas decisões...!) no processo de fazer escolhas. Nem sempre estamos conscientes dos valores que compõem esse sistema, mas eles estão lá, influenciando decisivamente nossas opções.

Os estudiosos do assunto geralmente agrupam as alternativas éticas de acordo com o seu princípio orientador fundamental. As principais são: humanística, natural e religiosa.
 

Éticas Humanísticas

As chamadas éticas humanísticas são aquelas que tomam o ser humano como a medida de todas as coisas, seguindo o conhecido axioma do antigo pensador sofista Protágoras (485-410 AC). Ou seja, são aquelas éticas que favorecem escolhas e decisões voltadas para o homem como seu valor maior.


Hedonismo


Uma forma de ética humanística é o hedonismo. Esse sistema ensina que o certo é aquilo que é agradável. A palavra "hedonismo" vem do grego |hdonh, "prazer". Como movimento filosófico, teve sua origem nos ensinos de Epicuro e de seus discípulos, cuja máxima famosa era "comamos e bebamos porque amanhã morreremos". O epicurismo era um sistema de ética que ensinava, em linhas gerais, que para ter uma vida cheia de sentido e significado, cada indivíduo deveria buscar acima de tudo aquilo que lhe desse prazer ou felicidade. Os hedonistas mais radicais chegavam a ponto de dizer que era inútil tentar adivinhar o que dá prazer ao próximo.

Como conseqüência de sua ética, os hedonistas se abstinham da vida política e pública, preferiam ficar solteiros, censurando o casamento e a família como obstáculos ao bem maior, que é o prazer individual. Alguns chegavam a defender o suicídio, visto que a morte natural era dolorosa.

Como movimento filosófico, o hedonismo passou, mas certamente a sua doutrina central permanece em nossos dias. Somos todos hedonistas por natureza. Freqüentemente somos motivados em nossas decisões pela busca secreta do prazer. A ética natural do homem é o hedonismo. Instintivamente, ele toma decisões e faz escolhas tendo como princípio controlador buscar aquilo que lhe dará maior prazer e felicidade. O individualismo exacerbado e o materialismo moderno são formas atuais de hedonismo.

Muito embora o cristianismo reconheça a legitimidade da busca do prazer e da felicidade individuais, considera a ética hedonista essencialmente egoísta, pois coloca tais coisas como o princípio maior e fundamental da existência humana.


Utilitarismo

Outro exemplo de ética humanística é o utilitarismo, sistema ético que tem como valor máximo o que considera o bem maior para o maior número de pessoas. Em outras palavras, "o certo é o que for útil". As decisões são julgadas, não em termos das motivações ou princípios morais envolvidos, mas dos resultados que produzem. Se uma escolha produz felicidade para as pessoas, então é correta. Os principais proponentes da ética utilitarista foram os filósofos ingleses Jeremy Bentham e John Stuart Mill.

A ética utilitarista pode parecer estar alinhada com o ensino cristão de buscarmos o bem das pessoas. Ela chega até a ensinar que cada indivíduo deve sacrificar seu prazer pelo da coletividade (ao contrário do hedonismo). Entretanto, é perigosamente relativista: quem vai determinar o que é o bem da maioria? Os nazistas dizimaram milhões de judeus em nome do bem da humanidade. Antes deles, já era popular o adágio "o fim justifica os meios". O perigo do utilitarismo é que ele transforma a ética simplesmente num pragmatismo frio e impessoal: decisões certas são aquelas que produzem soluções, resultados e números.

Pessoas influenciadas pelo utilitarismo escolherão soluções simplesmente porque elas funcionam, sem indagar se são corretas ou não. Utilitaristas enfatizam o método em detrimento do conteúdo. Eles querem saber “como” e não “por quê?”.

Talvez um bom exemplo moderno seja o escândalo sexual Clinton/Lewinski. Numa sociedade bastante marcada pelo utilitarismo, como é a americana, é compreensível que as pessoas se dividam quanto a um impeachment do presidente Clinton, visto que sua administração tem produzido excelentes resultados financeiros para o país.


Existencialismo


Ainda podemos mencionar o existencialismo, como exemplo de ética humanística. Defendido em diferentes formas por pensadores como Kierkegaard, Jaspers, Heiddeger, Sartre e Simone de Beauvoir, o existencialismo é basicamente pessimista. Existencialistas são céticos quanto a um futuro róseo ou bom para a humanidade; são também relativistas, acreditando que o certo e o errado são relativos à perspectiva do indivíduo e que não existem valores morais ou espirituais absolutos. Para eles, o certo é ter uma experiência, é agir — o errado é vegetar, ficar inerte.

Sartre, um dos mais famosos existencialistas, disse: "O mundo é absurdo e ridículo. Tentamos nos autenticar por um ato da vontade em qualquer direção". Pessoas influenciadas pelo existencialismo tentarão viver a vida com toda intensidade, e tomarão decisões que levem a esse desiderato. Aldous Huxley, por exemplo, defendeu o uso de drogas, já que as mesmas produziam experiências acima da percepção normal. Da mesma forma, pode-se defender o homossexualismo e o adultério.

O existencialismo é o sistema ético dominante em nossa sociedade moderna. Sua influencia percebe-se em todo lugar. A sociedade atual tende a validar eticamente atitudes tomadas com base na experiência individual. Por exemplo, um homem que não é feliz em seu casamento e tem um romance com outra mulher com quem se sente bem, geralmente recebe a compreensão e a tolerância da sociedade.
 

Ética Naturalística

Esse nome é geralmente dado ao sistema ético que toma como base o processo e as leis da natureza. O certo é o natural — a natureza nos dá o padrão a ser seguido. A natureza, numa primeira observação, ensina que somente os mais aptos sobrevivem e que os fracos, doentes, velhos e debilitados tendem a cair e a desaparecer à medida que a natureza evolui. Logo, tudo que contribuir para a seleção do mais forte e a sobrevivência do mais apto, é certo e bom; e tudo o que dificultar é errado e mau.

Por incrível que possa parecer, essa ética teve defensores como Trasímaco (sofista, contemporâneo de Sócrates), Maquiavel, e o Marquês de Sade. Modernamente, Nietzsche e alguns deterministas biológicos, como Herbert Spencer e Julian Huxley.

A ética naturalística tem alguns pressupostos acerca do homem e da natureza baseados na teoria da evolução: (1) a natureza e o homem são produtos da evolução; (2) a seleção natural é boa e certa. Nietzsche considerava como virtudes reais a severidade, o egoísmo e a agressividade; vícios seriam o amor, a humildade e a piedade.
 

Pode-se perceber a influência da ética naturalística claramente na sociedade moderna. A tendência de legitimar a eliminação dos menos aptos se observa nas tentativas de legalizar o aborto e a eutanásia em quaisquer circunstâncias. Os nazistas eliminaram doentes mentais e esterilizaram os "inaptos" biologicamente. Sade defendia a exploração dos mais fracos (mulheres, em especial). Nazistas defenderam o conceito da raça branca germânica como uma raça dominadora, justificando assim a eliminação dos judeus e de outros grupos. Ainda hoje encontramos pichações feitas por neo-nazistas nos muros de São Paulo contra negros, nordestinos e pobres. Conscientemente ou não, pessoas assim seguem a ética naturalística da sobrevivência dos mais aptos e da destruição dos mais fracos.

Os cristãos entendem que uma ética baseada na natureza jamais poderá ser legítima, visto que a natureza e o homem se encontram hoje radicalmente desvirtuados como resultado do afastamento da humanidade do seu Criador. A natureza como a temos hoje se afasta do estado original em que foi criada. Não pode servir como um sistema de valores para a conduta dos homens.
 

Éticas Religiosas

São aqueles sistemas de valores que procuram na divindade (Deus ou deuses) o motivo maior de suas ações e decisões. Nesses sistemas existe uma relação inseparável entre ética e religião. O juiz maior das questões éticas é o que a divindade diz sobre o assunto. Evidentemente, o conceito de Deus que cada um desse sistema mantém, acabará por influenciar decisivamente o código ético e o comportamento a ser seguido.
 

Éticas Religiosas Não Cristãs

No mundo grego antigo os deuses foram concebidos (especialmente nas obras de Homero) como similares aos homens, com paixões e desejos bem humanos e sem muitos padrões morais (muito embora essa concepção tenha recebido muitas críticas de filósofos importantes da época). Além de dominarem forças da natureza, o que tornava os deuses distintos dos homens é que esses últimos eram mortais. Não é de admirar que a religião grega clássica não impunha demandas e restrições ao comportamento de seus adeptos, a não ser por grupos ascéticos que seguiam severas dietas religiosas buscando a purificação.

O conceito hindú de não matar as vacas vem de uma crença do período védico que associa as mesmas a algumas divindades do hinduísmo, especialmente Krishna. O culto a esse deus tem elementos pastoris e rurais.

O que pensamos acerca de Deus irá certamente influenciar nosso sistema interno de valores bem como o processo decisório que enfrentamos todos os dias. Isso vale também para ateus e agnósticos. O seu sistema de valores já parte do pressuposto de que Deus não existe. E esse pressuposto inevitavelmente irá influenciar suas decisões e seu sistema de valores.

É muito comum na sociedade moderna o conceito de que Deus (ou deuses?) seja uma espécie de divindade benevolente que contempla com paciência e tolerância os afazeres humanos sem muita interferência, a não ser para ajudar os necessitados, especialmente seus protegidos e devotos. Essa concepção de Deus não exige mais do que simplesmente um vago código de ética, geralmente baseado no que cada um acha que é certo ou errado diante desse Deus.
 

A Ética Cristã

Á ética cristã é o sistema de valores morais associado ao Cristianismo histórico e que retira dele a sustentação teológica e filosófica de seus preceitos.

Como as demais éticas já mencionadas acima, a ética cristã opera a partir de diversos pressupostos e conceitos que acredita estão revelados nas Escrituras Sagradas pelo único Deus verdadeiro. São estes:

1. A existência de um único Deus verdadeiro, criador dos céus e da terra. A ética cristã parte do conceito de que o Deus que se revela nas Escrituras Sagradas é o único Deus verdadeiro e que, sendo o criador do mundo e da humanidade, deve ser reconhecido e crido como tal e a sua vontade respeitada e obedecida.

2. A humanidade está num estado decaído, diferente daquele em que foi criada. A ética cristã leva em conta, na sistematização e sintetização dos deveres morais e práticos das pessoas, que as mesmas são incapazes por si próprias de reconhecer a vontade de Deus e muito menos de obedecê-la. Isso se deve ao fato de que a humanidade vive hoje em estado de afastamento de Deus, provocado inicialmente pela desobediência do primeiro casal. A ética cristã não tem ilusões utópicas acerca da "bondade inerente" de cada pessoa ou da intuição moral positiva de cada uma para decidir por si própria o que é certo e o que é errado. Cegada pelo pecado, a humanidade caminha sem rumo moral, cada um fazendo o que bem parece aos seus olhos. As normas propostas pela ética cristã pressupõem a regeneração espiritual do homem e a assistência do Espírito Santo, para que o mesmo venha a conduzir-se eticamente diante do Criador.

3. O homem não é moralmente neutro, mas inclinado a tomar decisões contrárias a Deus, ao próximo. Esse pressuposto é uma implicação inevitável do anterior. As pessoas, no estado natural em que se encontram (em contraste ao estado de regeneração) são movidas intuitivamente, acima de tudo, pela cobiça e pelo egoísmo, seguindo muito naturalmente (e inconscientemente) sistemas de valores descritos acima como humanísticos ou naturalísticos. Por si sós, as pessoas são incapazes de seguir até mesmo os padrões que escolhem para si, violando diariamente os próprios princípios de conduta que consideram corretos.

4. Deus revelou-se à humanidade. Essa pressuposição é fundamental para a ética cristã, pois é dessa revelação que ela tira seus conceitos acerca do mundo, da humanidade e especialmente do que é certo e do que é errado. A ética cristã reconhece que Deus se revela como Criador através da sua imagem em nós. Cada pessoa traz, como criatura de Deus, resquícios dessa imagem, agora deformada pelo egoísmo e desejos de autonomia e independência de Deus. A consciência das pessoas, embora freqüentemente ignorada e suprimida, reflete por vezes lampejos dos valores divinos. Deus também se revela através das coisas criadas. O mundo que nos cerca é um testemunho vivo da divindade, poder e sabedoria de Deus, muito mais do que o resultado de milhões de anos de evolução cega. Entretanto é através de sua revelação especial nas Escrituras que Deus nos faz saber acerca de si próprio, de nós mesmos (pois é nosso Criador), do mundo que nos cerca, dos seus planos a nosso respeito e da maneira como deveríamos nos portar no mundo que criou.

Assim, muito embora a ética cristã se utilize do bom senso comum às pessoas, depende primariamente das Escrituras na elaboração dos padrões morais e espirituais que devem reger nossa conduta neste mundo. Ela considera que a Bíblia traz todo o conhecimento de que precisamos para servir a Deus de forma agradável e para vivermos alegres e satisfeitos no mundo presente. Mesmo não sendo uma revelação exaustiva de Deus e do reino celestial, a Escritura, entretanto, é suficiente naquilo que nos informa a esse respeito. Evidentemente não encontraremos nas Escrituras indicações diretas sobre problemas tipicamente modernos como a eutanásia, a AIDS, clonagem de seres humanos ou questões relacionadas com a bioética. Entretanto, ali encontraremos os princípios teóricos que regem diferentes áreas da vida humana. É na interação com esses princípios e com os problemas de cada geração, que a ética cristã atualiza-se e contextualiza-se, sem jamais abandonar os valores permanentes e transcendentes revelados nas Escrituras.

É precisamente por basear-se na revelação que o Criador nos deu que a ética cristã estende-se a todas as dimensões da realidade. Ela pronuncia-se sobre questões individuais, religiosas, sociais, políticas, ecológicas e econômicas. Desde que Deus exerce sua autoridade sobre todas as dimensões da existência humana, suas demandas nos alcançam onde nos acharmos – inclusive e principalmente no ambiente de trabalho, onde exercemos o mandato divino de explorarmos o mundo criado e ganharmos o nosso pão.

É nas Escrituras Sagradas, portanto, que encontramos o padrão moral revelado por Deus. Os Dez Mandamentos e o Sermão do Monte proferido por Jesus são os exemplos mais conhecidos. Entretanto, mais do que simplesmente um livro de regras morais, as Escrituras são para os cristãos a revelação do que Deus fez para que o homem pudesse vir a conhecê-lo, amá-lo e alegremente obedecê-lo. A mensagem das Escrituras é fundamentalmente de reconciliação com Deus mediante Jesus Cristo. A ética cristã fundamenta-se na obra realizada de Cristo e é uma expressão de gratidão, muito mais do que um esforço para merecer as benesses divinas.

A ética cristã, em resumo, é o conjunto de valores morais total e unicamente baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular sua conduta neste mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. Não é um conjunto de regras pelas quais os homens poderão chegar a Deus – mas é a norma de conduta pela qual poderá agradar a Deus que já o redimiu. Por ser baseada na revelação divina, acredita em valores morais absolutos, que são à vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas.

Por: Rev. Augustus Nicodemus Lopes 

Fonte: CACP

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Valores Morais são Absolutos?

   Tive a idéia de escrever esse texto ao ler a argumentação do filósofo Willian Lane Craig sobre a moralidade, grande parte do que vou descrever aqui vem dessa argumentação. Resumindo basicamente é o seguinte:

1.Se Deus existe valores morais existem.
2.Se Deus não existe valores morais não existem.

   Agora você deve estar pensando como cheguei a essa conclusão, é o que passo a dissertar aqui. Primeiro com a idéia de que Deus existe. Se de fato Deus existe os valores morais são absolutos, imutáveis e eternos. Independentemente da época, da crença de cada pessoa ou o que a sociedade define como certo e errado isso não vai tornar algo realmente certo ou errado. Por exemplo: Durante a 2ª Guerra Mundial Hitler e toda a sociedade Alemã Nazista praticaram a limpeza étnica exterminando milhões de judeus, negros e homossexuais. Toda a sociedade nazista naquela época pensava que isso era a melhor coisa a se fazer e que não estavam fazendo nada de errado, pelo contrário estavam fazendo um bem para a humanidade.




   Vamos supor por um momento que os alemães tivessem vencido a guerra. Pouco importa se depois disso fizessem uma lavagem cerebral em toda a humanidade e TODOS os seres humanos viessem a pensar que o que foi feito era certo e bom, se Deus existe isso continuaria a ser errado, pois isso vai contra a natureza de Deus. Tudo o que vem de Deus é bom e certo o que for contrário a Ele é errado e mal. Então as atrocidades cometidas pela Alemanha nazista mesmo que TODOS os seres humanos pensassem ter sido algo bom e correto ainda assim seria algo mal e errado, pois neste caso (a existência de Deus) não são os seres humanos que definem o que é certo e o que é errado, os valores morais vem de Deus e não o que os seres humanos possam definir arbitrariamente. Isso é realmente algo muito libertador.

   Mas porque caso Deus não existisse valores morais também não poderiam existir? Um ateu pode muito bem dizer: Sou ateu mas faço coisas mais corretas do que muitos que se dizem cristãos! Veja bem, não estou dizendo que é impossível você ser uma boa pessoa caso não acredite em Deus, o que eu afirmo é se deduz logicamente é que se Deus não existe valores morais também não existem. Como poderíamos definir o que é certo e errado? Se não existe um verdade absoluta? Se cada um tem a sua própria verdade? Você pode dizer: mas algumas coisas são erradas para todos, como por exemplo matar! Eu lhe pergunto: Porque? Quem define que matar errado? Porque seria errado matar? Se não existe Deus cada um define arbitrariamente e por sua própria vontade o que é certo e errado. Se eu resolvo viver a minha vida como Hitler ou como Madre Teresa, no final das contas não faz diferença! Se Deus não existe como você pode afirmar absolutamente que o que Hitler fez foi errado? Pode ser errado sim de acordo com os seus valores pessoais ou da sociedade em que vive, mas para Hitler e para a Alemanha nazista era algo bom e correto. Se Deus não existe você não tem como mostrar que o que Hitler fez foi errado, no final das contas Hitler e Madre Teresa não tem diferença alguma. Viveram suas vidas de modo diferente um exterminando milhões de pessoas e a outra ajudando os pobres. Mas não há como uma pessoa que não crê em Deus dizer que o que Hitler fez foi errado e Madre Teresa fez o certo. Se Deus não existe no fim das contas não importa como você vive sua vida, os valores morais não são absolutos mas sim relativos, podem até variar de pessoa pra pessoa mas no final das contas são iguais.

   Se Deus não existe é a moral do meu umbigo contra a moral do seu umbigo. Ninguém faz o mal ou o bem, conseqüentemente eles não existem. Mas não se sinta triste ou decepcionado. Se você crê em Deus você pode afirmar que valores morais absolutos existem e quando ver um menina no oriente médio sendo apedrejada até a morte porque de acordo com a sua religião isso é correto, não precisa se conformar e dizer: Infelizmente essa é a crença deles, não podemos dizer que isso é algo errado! Não precisa se conformar com todas as atrocidades pelo mundo afora e pensar que as pessoas que ajudam os povos com fome na África não tem diferença nenhuma do ditador coreano Kim Jong-il.

   Sinta-se livre e feliz! A verdade é essa: Os que cometem atrocidades e o mal contra as outras pessoas terão o dia do seu julgamento. Mas mais libertador do que isso ainda:

   Mesmo os que cometerem o mal mas se arrependerem de todo o coração e crerem em JESUS CRISTO como seu Senhor e Salvador serão ser salvos, e viverão eternamente em Sua companhia!

Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;
Romanos 5:20