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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Verdade e Relativismo



   Nesse vídeo Willian Lane Craig fala sobre o relativismo e a verdade, mostra como o relativista afirma conhecer a verdade assim como quem acredita em uma verdade absoluta, imutável. O vídeo é dividido em cinco partes e foi legendado pelo blog Deus em Debate. Vale a pena ver as cinco partes.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pluralismo Religioso: Todos caminhos levam a Deus?


   A afirmação a seguir é quase uma unanimidade em círculos sociais: “Política, futebol e religião não se discute”. Vamos nos ater apenas a questão da religião. Baseado nesta falsa premissa não devemos debater sobre assuntos religiosos. Aqueles que levantam essa bandeira bradam, na mesma voz, que todos os caminhos levam a Deus (ou ao paraíso, ou à salvação). Será?

   Ao analisar as crenças de alguns grupos religiosos, principalmente quando observamos o que estes grupos afirmam sobre questões básicas da fé cristã, no que diz respeito a quem é Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo, o homem, a Bíblia, a igreja, a salvação e o pecado, podemos constatar que não existe concordância, que não se fala a mesma língua. Vejamos, de modo bem resumido, três exemplos de credos muito distintos:

Mormonismo (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias): Deus é um homem evoluído; Jesus é irmão de Lúcifer; o homem poderá evoluir até se tornar um deus; o Livro de Mórmon, Pérola de Grande Valor e Doutrinas e Convênios compõem um complemento da Bíblia e são a base doutrinária do Mormonismo; a salvação só poder ser encontrada no Mormonismo.

Budismo: Nega que Deus (ou deuses – já que não enxerga Deus como o Cristianismo bíblico) possa interagir com o homem, ou seja, é uma divindade impessoal, chegando ao ponto de negar a existência de um ser divino; a realidade não passa de uma grande ilusão; a vida do homem é apenas sofrimento, ou seja, viver é sofrer; “salvação” é tão somente se libertar dos ciclos de reencarnação (ao atingir o Nirvana).

Kardecismo (Espiritismo de Mesa Branca / Espiritismo Científico): Jesus foi um espírito puro, um médium. O Espírito Santo (o Consolador prometido por Jesus em João 16.7) é a própria doutrina codificada por Allan Kardec, ou seja, o Espiritismo é o Consolador; fora da caridade não há salvação (evolução, fim das reencarnações, estágio de pureza de espírito); a Bíblia não é a Palavra de Deus e a reencarnação é o meio pelo qual Deus aplica Sua justiça.
A lista é muito longa, poderíamos falar muito sobre a diversidade de credos, mas os exemplos acima atestam que não há concordância geral com relação aos credos. Como pode então existir aqueles que defendem que todos os caminhos levam a Deus?

Pluralismo Religioso

   Pluralismo Religioso é diferente de diversidade ou variedade religiosa. Diversidade/variedade é o fato de que existe uma gama imensa de credos, que até certo ponto produzem benefícios aos indivíduos e a sociedade, e isso é um fato inegável. Ao falar em Pluralismo Religioso designamos a filosofia que afirma que todas as religiões são iguais, boas, com os mesmos fins e que na essência possuem o mesmo sistema de crenças, levando por conseqüência ao mesmo fim. Mas atenção! Não estou dizendo que mórmons, budistas e kardecistas são pluralistas. A pessoa que aceita o pluralismo religioso não é necessariamente praticante de uma religião, mas sim de uma filosofia religiosa.

   Para que possamos entender melhor o conceito do pluralismo religioso, precisamos distinguir alguns termos relacionados a tal estudo [1]:

O Pluralismo Religioso é a crença de que toda religião é verdadeira. Cada uma proporciona um encontro genuíno com o Supremo. Uma pode ser melhor que a outra, mas todas são adequadas.
O Relativismo afirma que não há critérios pelos quais se possa saber qual religião é verdadeira ou melhor. Não há verdade objetiva na religião, e cada religião é verdadeira para quem acredita nela.
O Inclusivismo afirma que uma religião é explicitamente verdadeira, enquanto todas as outras são implicitamente verdadeiras.
O Exclusivismo é a crença de que apenas uma religião é verdadeira, e as outras que se opõem a ela são falsas.

   Concordo em todos os sentidos com David K. Clark que define o mundo das religiões como um verdadeiro supermercado onde superabundam produtos atraentes [2]. Neste mercado as pessoas têm consumido aquilo que lhes aprazem, sem se dar o trabalho de entender que não é possível que todos os credos de A a Z (ou do Agnosticismo ao Zen) possam levar ao mesmo fim. Respeitamos sim a variedade religiosa bem como a liberdade religiosa, respeitamos as crenças das pessoas, mas respeito e concordância não significam a mesma coisa. Desta forma discordamos totalmente da cosmovisão pluralista.

   Aqueles que defendem a filosofia do Pluralismo Religioso acham que qualquer produto do mercado da fé pode atender as necessidades humanas, por isso tudo é bom e de valor. A questão da utilidade destes produtos vem à tona. Não há uma busca e um exame pelo verdadeiro, mas sim pelo útil. Por exemplo, uma pessoa que possua sua própria religião (um budista), se dirige ao Kardecismo para buscar a comunicação com entes queridos já falecidos. Este simpatizante do Karcecismo abraça-o buscando tão somente a utilidade que o Kardecismo apregoa, mesmo sendo budista.

   Logo, os pluralistas religiosos são caçadores de benefícios, e não se importam se os benefícios que buscam se tornem como vendas em seus olhos. Na contramão desta filosofia está o Exclusivismo Religioso. O Cristianismo é exclusivista. Por maior que seja o grito dos pluralistas, Jesus Cristo, o Filho de Deus disse que é o caminho, a verdade e a vida (João 14.6).

   Nosso objetivo como propagadores do Evangelho é levar ao mundo perdido o Salvador, Jesus! Por isso e para isso estamos dispostos a remover a venda que está nos olhos dos pluralistas, fazendo esta obra de apologética não com ódio, mas sim com o amor Daquele que nos amou primeiro. No próximo degrau vamos tratar de uma polêmica que envolve o exclusivismo cristão: é ofensivo afirmar que Jesus é o único caminho?

Toda honra e glória ao Senhor.

Notas
[1] GEISLER, Norman L. Enciclopédia de apologética. Editora Vida. São Paulo, SP: 2002. p.701
[2] CLARK, David K. in BECKWITH, Francis J. & CRAIG, William Lane & MORELAND, J.P. Ensaios apologéticos: um estudo para uma cosmovisão cristã. Hagnos. São Paulo, SP: 2006. p.347

Postado originalmente em: Internautas Cristãos

quarta-feira, 17 de março de 2010

Mentiras Sobre Deus - Vários Caminhos ?


   Cada vez mais o jargão “espiritualidade” vem sendo usado onde pessoas dizem que para sermos verdadeiramente espirituais, a crença não é apenas desnecessária, mas é até mesmo indesejável.
 

   O cristianismo está sendo de tal forma redefinido que está cada vez mais difícil distingui-lo do budismo ou de outras idéias religiosas orientais. Hoje podemos ser espirituais sem Deus, sem “crenças”. E, com essa guinada para o panteísmo [generalização de Deus], também cresceu a intolerância para com o cristianismo histórico.

   No portão de uma universidade estadual americana pode-se ler a seguinte placa: “Tudo bem para você, se achar que está certo. Tudo mal para você, se achar que alguém está errado”. Na última década, o pecado foi definido como algo inexistente, mas se ainda existe algum pecado, este é pensar que uma outra pessoa está errada. Dizem que a verdade não é algo para ser descoberto, mas para ser construído, manufaturado tanto individualmente quanto por consenso. O sentimento de uma pessoa é mais importante, digamos, que as palavras de Jesus.

   Nossa cultura pluralista rejeita abertamente a afirmação de que só se pode chegar a Deus através de um único caminho. A unificação de todas as religiões parece um objetivo tão digno de ser alcançado que os que se opõem são vistos como arrogantes, fanáticos e, obviamente, intolerantes.

   Se o secularismo baniu Deus do céu, a espiritualidade encontrou Deus entre nós. Na verdade, de acordo com a atual linha de pensamento, Deus está em tudo o que nos cerca. O Criador não é mais sagrado, mas a criatura é. Ouvimos que o nosso eu é sagrado, que a terra é sagrada, que os animais são sagrados e assim por diante. Tal pensamento atribui à criatura a glória que deveria ser reservada a Deus, como Paulo escreveu: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória de Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis” (Rm 1.22,23)


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Força Vital?

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Desde que o homem se tornou capaz de pensar, ele se pergunta no que consiste o universo e como ele veio a existir. Grosso modo, dois pontos de vista foram sustentados. O primeiro deles é o que chamamos de materialista. Quem o adota afirma que a matéria e o espaço simplesmente existem e sempre existiram, ninguém sabe por quê. A matéria, que se comporta de formas fixas, veio, por algum acidente, a produzir criaturas como nós, criaturas capazes de pensar.

Numa chance em mil, um corpo se chocou contra o sol e gerou os planetas. Por outra chance infinitesimal, as substâncias químicas necessárias à vida e a temperatura correta se fizeram presentes num desses planetas, e, assim, uma parte da matéria desse planeta ganhou vida. Depois, por uma longuíssima série de coincidências, as criaturas viventes se desenvolveram até se tornarem seres como nós. O outro ponto de vista é o religioso*. Segundo ele, o que existe por trás do universo se assemelha mais a uma mente que a qualquer outra coisa conhecida. Ou seja, é algo consciente e dotado de objetivos e preferências. De acordo com essa visão, esse ser criou o universo. Alguns dos seus desígnios são ocultos, enquanto outros são bastante claros: produzir criaturas semelhantes a si mesmo — quero dizer, semelhantes na medida em possuem mentes. Por favor, não pensem que um destes pontos de vista era sustentado há muito tempo e aos poucos foi cedendo lugar ao outro. Onde quer que tenha havido homens pensantes, os dois pontos de vista sempre apareceram de uma forma ou de outra. Notem também que, para saber qual deles é o correto, não podemos apelar à ciência no sentido comum dessa palavra. 

A ciência funciona a partir da experiência e observa como as coisas se comportam. Todo enunciado científico, pormais complicado que pareça à primeira vista, na verdade significa algo como "apontei o telescópio para tal parte do céu às 2h20min do dia 15 de janeiro e vi tal e tal fenómeno", ou "coloquei um pouco deste material num recipiente, aqueci-o a uma temperatura X e tal coisa aconteceu". Não pensem que eu esteja desmerecendo a ciência; estou apenas mostrando para que ela serve. Quanto mais sério for o homem de ciência, mais (no meu entender) ele concordará comigo quanto ao papel dela - papel, aliás, extremamente útil e necessário. Agora, perguntas como "Por que algo veio a existir?" e "Será que existe algo - algo de outra espécie — por trás das coisas que a ciência observa?" não são perguntas científicas. Se existe "algo por trás", ou ele há de manter-se totalmente desconhecido para o homem ou far-se-á revelar por outros meios. A ciência não pode dizer nem que tsst ser existe nem que não existe, e os verdadeiros cientistas geralmente não fazem essas declarações. São quase sempre jornalistas e romancistas de sucesso que as produzem a partir de informações coletadas em manuais de ciência popular e assimiladas de maneira imperfeita. Afinal de contas, tudo não passa de uma questão de bom senso.

Suponha que a ciência algum dia se tornasse completa, tendo o conhecimento total de cada mínimo detalhe do universo. Não é óbvio que perguntas como "Por que existe um universo?", "Por que ele continua existindo?" e "Qual o significado de sua existência?" continuariam intactas?

* Para manter esta seção curta o suficiente para ir ao ar, só mencionei os pontos de vista materialista e religioso. Para completar o quadro, tenho de mencionar o ponto de vista intermediário entre os dois, a chamada filosofia da Força Vital, ou Evolução Criativa, ou Evolução Emergente, cuja exposição mais brilhante e arguta encontra-se nas obras de Bernard Shaw, ao passo que a mais profunda, nas de Bergson. Seus defensores dizem que as pequenas variações pelas quais a vida neste planeta "evoluiu" das formas mais simples à forma humana não ocorreram em virtude do acaso, mas sim pelo "esforço" e pela "intenção" de uma Força Vital. Quando fazem tais afirmações, devemos perguntar se, por Força Vital, essas pessoas entendem algo semelhante a uma mente ou não. Se for semelhante, "uma mente que traz a vida à existência e a conduz à perfeição" não é outra coisa senão Deus, e seu ponto de vista é idêntico ao religioso. Se não for semelhante, qual o sentido, então, de dizer que algo sem mente faça um "esforço" e tenha uma "intenção"? Este argumento me parece fatal para esse ponto de vista. Uma das razões pelas quais as pessoas julgam a Evolução Criativa tão atraente é que ela dá o consolo emocional da crença em Deus sem impor as consequências desagradáveis desta. Quando nos sentimos ótimos e o sol brilha lá fora, e não queremos acreditar que o universo inteiro se reduz a uma dança mecânica de átomos, é reconfortante pensar nessa gigantesca e misteriosa Força evoluindo pelos séculos e nos carregando em sua crista. Se, por outro lado, queremos fazer algo escuso, a Força Vital, que não passa de uma força cega, sem moral e sem discernimento, nunca vai nos atrapalhar como fazia o aborrecido Deus que nos foi ensinado quando éramos crianças. A Força Vital é como um deus domesticado. Você pode tirá-lo de dentro da caixa sempre que quiser, mas ele não vai incomodá-lo em ocasião alguma — todas as coisas boas da religião sem custo nenhum. Não será a Força Vital a maior invenção da fantasia humana que o mundo jamais viu? (grifo meu)

Trecho do Livro: Cristianismo Puro e Simples
Autor: C. S. Lewis
Páginas: 15-16

Nota: Nesse trecho do livro C. S. Lewis fala dos três principais pontos de vistas que o homem tem sobre si mesmo, a vida, propósitos e essas questões mais profundas. No final ele fala sobre o ponto de vista dos que acreditam na "força vital", ou ainda: energia, força superior e por ai a fora. Onde, como o autor mesmo mostrou, tudo é relativo e depende apenas da vontade da pessoa que tem essa visão: a sua opinião e seus valores podem mudar e mudam conforme sua necessidade. É uma invenção para tentar dar algum valor e propósito mais profundo para a vida, ou seja, o mesmo que o ponto de vista religioso mas sem se importar com um valor ou uma moral abosluta, é mais ou menos assim: você ai com sua "força vital" e eu aqui com a minha "força vital", mesmo que contraditórias. Por isso é apenas uma invenção humana. Muitas pessoas que hoje vivem como bem entendem e seguindo suas próprias vontades precisam saber que um dia serão julgadas. Isso não é e nem deve soar como uma ameça mas é a verdade e por isso deve ser dita.

Caro leitor se esse é o seu caso não esqueça que Deus olha por você e espera sua volta, não se iluda mais com a filosofia humana, seu pensamento ou com o seu coração. Quanto tempo mais você vai se enganar? A verdade não vai estar dentro de você enquanto Jesus não for o dono de sua vida, enquanto não for o centro dela. Quando você decidir entregar-se completamente a Ele ai sim poderás encontrar a verdade, a saber: Jesus Cristo. Tome essa decisão de coração de uma vez por todas, a vida é breve e amanhã pode ser tarde.

Aceite uma vida de amor e liberdade verdadeiras!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Igreja vs Mundo

 

   John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master’s College and Seminary e do ministério “Grace to You”; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.

    Por que os evangélicos tentam cortejar desesperadamente o favor do mundo? As igrejas planejam seus cultos com o objetivo de agradar as pessoas que não freqüentam qualquer igreja. Artistas cristãs imitam todas os estilos efêmeros do mundo tanto na música como no entretenimento. Os pregadores estão horrorizados com o fato de que a ofensa do evangelho pode colocar alguém contra eles, por isso omitem deliberadamente partes da mensagem que o mundo não aprovara.

    O evangelicalismo parece ter sido seqüestrado por legiões de porta-vozes carnais que estão fazendo o melhor que podem para convencer o mundo de que a igreja pode ser tão inclusiva, pluralista, mente aberta como as pessoas mais mundanas.

    A busca pela aprovação do mundo é o mesmo que prostituição espiritual. De fato, essa foi exatamente a  figura que o apóstolo Tiago usou para descrevê-la. Ele escreveu: "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tiago 4.4).

    Sempre existiu e existirá uma incompatibilidade fundamental entre a igreja e o mundo. O pensamento cristão não se harmoniza com todas as filosofias do mundo. A fé genuína em Cristo envolve uma negação de todos os valores mundanos. A verdade bíblica contradiz todas as religiões do mundo. O cristianismo é, por essa razão, oposto a quase tudo que este mundo admira.

    Jesus disse aos seus discípulos: "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia" (João 15.18-19).

    Observe que nosso Senhor considerou uma realidade absoluta o fato de que o mundo desprezaria a igreja. Em vez de ensinar seus discípulos a tentarem conquistar o favor do mundo, por reformularem o evangelho, para que este se adequasse às preferências do mundo, Jesus advertiu expressamente que a busca pelos louvores do mundo é uma característica dos falsos profetas: "Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lucas 6.26).

    Depois, ele esclareceu: "O mundo... me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más" (João 7.7). Em outras palavras, o desprezo do mundo para com o cristianismo origina-se de motivos morais, e não intelectuais: "O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras" (João 3.19-20). Essa é a razão por que, não importando quão profundamente diversa seja a opinião do mundo, a verdade cristã nunca será popular no mundo.

    No entanto, em quase toda a era da história da igreja, tem havido pessoas na igreja que estão convencidas de que a melhor maneira de ganhar o mundo para Cristo é satisfazer os gostos do mundo. Essa maneira de agir sempre trouxe detrimento à mensagem do evangelho. As únicas épocas em que a igreja causou impacto significante no mundo foram aquelas em que o povo de Deus permaneceu firme, recusou comprometer-se e proclamou com ousadia a verdade, apesar da hostilidade do mundo. Quando os cristãos se esquivaram da tarefa de confrontar as ilusões mundanas populares com as verdades bíblicas impopulares, a igreja perdeu a sua influência e mesclou-se impotentemente com o mundo. Tanto a Escritura como a história atestam esse fato.

    E a mensagem cristã não pode simplesmente ser mudada para se conformar com as vicissitudes das opiniões do mundo. A verdade bíblica é fixa e constante, não sujeita a mudança ou adaptação. Por outro lado, a opinião do mundo está em fluxo constante. As tendências e as filosofias que dominam o mundo mudam radicalmente, com regularidade, de geração a geração. A única coisa que permanece constante é o ódio do mundo para com Cristo e o seu evangelho.

    Com toda a probabilidade, o mundo não adotará por muito tempo qualquer ideologia em voga neste ano. Se o padrão da história serve como indicador, quando os nossos netos se tornarem adultos, a opinião do mundo será dominada por um sistema completamente novo de crença e todo um novo sistema de valores. A geração de amanhã renunciará todas as modas e filosofias passageiras de hoje. Todavia, uma coisa se manterá inalterada: até que o Senhor volte e estabeleça seu reino na terra, qualquer ideologia que ganha popularidade no mundo será hostil à verdade bíblica, como o foram as suas antecessoras.

Por John MacArthur (Traduzido pela Editora Fiel)

Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. Efésios 6:6


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Imposturas Intelectuais



   Em 1996, o físico Alan Sokal conseguiu que um ensaio fosse publicado na Social Text, uma influente revista acadêmica sobre estudos culturais, apontando as profundas similaridades entre a teoria da gravitação quântica e a filosofia pós-moderna. Logo depois, ele revelou que este ensaio era uma parábola brilhante, um catálogo de frases sem sentido, escrito na atual e impenetrável linguagem dos teóricos da pós- modernidade. O acontecimento abriu um furioso debate nos círculos acadêmicos, e foi parar nas primeiras páginas dos principais jornais dos EUA e da Europa.

   Alan Sokal e Jean Bricmont prosseguiram a partir do ponto onde a paródia tinha parado. No polêmico IMPOSTURAS INTELECTUAIS, eles desmantelam como pseudocientíficos os textos de alguns dos mais festejados intelectuais franceses e americanos. Em cada capítulo, eles selecionam textos do autor correspondente para fazer uma crítica minuciosa da significação e do uso adequado dos termos e conceitos científicos que neles aparecem.

   Dessa forma, estão presentes a lógica matemática de Lacan, a análise do discurso poético de Kristeva, a incorporação dos atratores estranhos e os espaços não-euclidianos em uma reflexão sobre a história em Baudrillard, a logorréia pseudocientífica na obra de Virilio, o abuso da geometria em Riemann, a mecânica quântica sob Deleuze e Guattari, a geometria fractal, a teoria do caos e o teorema de Gödel, entre outros desenvolvimentos científicos sedutores.

   O objetivo de IMPOSTURAS INTELECTUAIS, segundo os autores, é analisar estritamente a ocorrência dos conceitos científicos na obra de cada um e, assim, mostrar como esses pensadores pós-modernos falam de teorias científicas das quais só têm uma vaga idéia. Para Sokal e Bricmont, eles importam para as ciências humanas noções das ciências exatas sem justificativa empírica, assim como exibem uma erudição superficial para impressionar o leitor com termos da ciência, manipulando frases sem sentido.

   O segundo alvo do livro é atingir o relativismo cognitivo, que constitui um ingrediente epistemiológico essencial de grande parte do discurso gerado nos programas de cultural studies e sciences studies das universidades norte-americanas. Alan Sokal é professor de física na Universidade de Nova York. Jean Bricmont também é físico, e dá aulas na Universite de Louvain, na Bélgica.

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Nota: Esse é mais um livro que mostra como o homem pode enganar-se facilmente ao confiar no seu próprio intelecto ou nas idéias de outros homens como ele. Um cientista fez um rolo de palavras complicadas que pareciam interessantes e reveladoras mas não diziam absolutamente NADA e uma das revistas mais respeitadas sobre assuntos científicos dos EUA publicou o "estudo" do suposto "cientista pós-moderno" como uma nova teoria super-interessante. Se essa besteirada toda foi publicada por essa revista tão respeitada e conceituada imagine quantos mais casos desses não existem? Imagine quantas coisas os homens aceitam como verdades que no fundo são apenas jogo de palavras sem sentido algum? Meu irmão escolha bem em que palavras você vai acreditar, nas dos homens com suas teorias e idéias relativas, transitórias, contraditórias, confusas, e inconstantes ou na infalível, verdadeira e eterna palavra de Deus.

Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
Provérbios 3:5

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Relativismo Pós-Moderno: Um Absurdo.



 “Estamos espiritualmente famintos e interiormente vazios”, afirmou certo filósofo ao discursar sobre os valores morais. A sociedade pós-moderna serva um vasto cardápio de teorias, mas o homem continua à procura de valores morais absolutos pelos quais possa viver. Um panteão de divindades é oferecido ao homem pós-industrial, mas ele ainda anseia pelo Deus verdadeiro. O que mais urge na nossa sociedade, presa aos tentáculos do relativismo, são valores e verdades absolutas que restituam ao homem a sua dignidade primária, tão presente na sua génese divina.

Definição e classificação

   O relativismo é a teoria que nega a existência de qualquer teoria, regra, moral, ética ou qualquer outro tipo de verdade que assuma para si o postulado de absoluto e inequívoco. Na filosofia aristotélica, eram relativas as coisas cujo ser depende de outras. O relativo opunha-se ao absoluto, isto é, que existe por si mesmo. Absoluto, portanto, é a Causa sem causa, enquanto o relativo é uma consequência proveniente de uma causa e que depende dela para ser explicada. O absoluto é auto-suficiente, enquanto o relativo, não. O absoluto corresponde à existência de Deus e o relativo aos seres criados.

O relativismo assume diversas categorias e classificações. Entre elas destacamos:

1) Relativismo cognitivo

   Segundo o relativismo do conhecimento, toda a opinião é justificável em razão de suas respectivas evidências. Não existe qualquer questão objectiva da qual um conjunto de normas deva ser aceite. O ateu, por exemplo, estaria certo ao negar a existência de Deus, mas o cristão também, ao afirmar que Deus existe. Porém, uma afirmação nega a outra. Uma está correcta enquanto a outra está equivocada. Uma atesta de acordo com a verdade, enquanto a outra segundo a mentira. o relativismo, por conseguinte, é contraditório. De acordo com essa corrente, todas as formas de conhecimento são relativas ao mesmo tempo em que não explicam toda a realidade ou verdade, mas delas apenas possuem lampejos. Leia o que a Bíblia assevera nos textos de Números 23:19, Salmos 138:2, Isaías 8:1,

2Coríntios 13:8 e 2Tessalonicenses 2:12.

2) Relativismo moral

   O relativismo moral baseia-se no conceito de que os valores morais variam de cultura a cultura. Por conseguinte não é possível determinar o que é certo ou errado moralmente, pois esse conceito seria variável de acordo com os povos. Esse posicionamento também é chamado de situacionismo. Todavia, duas pessoas de culturas diferentes podem discordar se uma atitude é certa ou errada, mas ambos possuem um conhecimento absoluto do que é bom ou mau. Logo, é óbvio que em cada homem há a noção do que é bom ou mau, embora apliquem essa verdade de modo diferente. A noção de bem e mal, e bom ou mau, pode variar, mas não a existência destes. Nenhum deles, conscientemente, dirá que o bem é mal e que o mal é bem.

   O relativismo moral, portanto, crê que a verdade, a ética e a moral possuem um carácter particular e circunstancial. Isto quer dizer que aquilo que é verdade, ético ou moral para o cristão pode não ser verdadeiro, ético ou moral para outra pessoa. E aquilo que é verdadeiro, ético ou moral numa circunstância talvez não seja verdadeiro, ético ou moral noutra. Tudo depende das pessoas e das circunstâncias em que estão. Não existe, de acordo com esse pensamento mundano, normas, verdades ou moral que sirvam para todas as pessoas em todos os lugares. O que é certo para você talvez não seja certo para outra pessoa, mas nem por isso os dois estão certos ou errados, mas a verdade depende do ponto de vista de cada um!

   Já parou para pensar nos problemas éticos, religiosos e morais do relativismo moral? Muitas práticas imorais condenáveis pela Bíblia são justificadas com base nesses argumentos, pois para os adeptos dele o indivíduo deve viver como bem entender, de acordo com a sua ética e verdade particulares. Assim sendo, para o relativismo moral, a orientação sexual de uma pessoa, por exemplo, é um assunto individual, fundamentado na moral do homem pecador. Facilmente se percebe dos perigos desse pensamento humano e o modo como contraria os fundamentos éticos e morais das Sagradas Escrituras.

  Em razão de o relativismo moral afirmar que não existem normas morais universais, ele torna a verdade bíblica relativa ou subjectiva. A Bíblia, por exemplo, poderia ser interpretada de diversas formas. Assim como são diferentes as pessoas, também é diferente a interpretação que cada uma delas dá do texto bíblico. Logo, a verdade não está na Bíblia, mas na interpretação do leitor. Segundo os leitores relativistas, a Bíblia diz coisas diferentes para pessoas diferentes. Dessa forma, nunca saberemos de facto o que a Bíblia diz. Entretanto, a interpretação da Escritura não é de particular interpretação (2Pedro 1:20).

   Um outro problema é que o relativismo impossibilita qualquer discussão do que é certo ou errado. Uma vez que não podemos chegar a uma conclusão concernente ao que seja certo ou errado, todas as opiniões, discussões, teorias e religiões, mesmo se contradizendo umas às outras, estarão correctas. Isso gera um caos! Ninguém está errado, todos estão correctos. Imagine a confusão! Na prática, o relativismo moral não funciona, mas os relativistas utilizam-se desses falsos argumentos a fim de justificarem os seus pecados morais: “Eles dizem que são sábios, mas são tolos”, afirma a Bíblia (Romanos 1:22).

Valores Absolutos

   Os princípios e valores cristãos são opostos às normas e valores do mundo. Em primeiro lugar, porque nós, cristãos, cremos na existência de um só Deus, cujas leis regem não apenas o Universo, mas as nossas vidas, planos e vontade. A cultura mundana, no entanto, nega a existência de Deus ou então vive como se Deus não existisse (Salmos 14; 53).

   Os valores cristãos possuem, pelo menos, três características principais. São universais, absolutos e imutáveis, pois procedem da vontade do Deus Pessoal, Absoluto, Imutável e Universal.

a) Universal

   Os valores cristãos são universais em função de estarem fundamentados na moral divina. Nosso Deus é um ser moral. Os atributos divinos atestam que o Senhor é santo (Lv.11:44 e 1Sm.2:2), justo (2Cr.12:6 e Ed.9:15), bom (Sl.25:8;54:6) e verdadeiro (Jr.10:10 e Jo.3:33). Portanto, Ele é o padrão moral daquilo que é santo – oposto ao pecado -, daquilo que é justo – oposto à injustiça -, daquilo que é bom – oposto daquilo que é mau -, e daquilo que é verdadeiro – oposto à mentira. Tudo o que é puro, justo, bom e verdadeiro tem a sua origem no carácter moral de Deus. Logo, os valores morais são universais porque procedem de um Legislador Moral universal.

b) Absoluto

   É aquilo que não depende de outra coisa, mas existe por si mesmo. Os valores cristãos são absolutos porque procedem de um Deus pessoal que não depende de qualquer outro ser para existir. Ele é eterno (Dt.33:27 e Sl.10:16), existe por si mesmo (Êx.3:14) e tem a vida em si mesmo (Jo.5:26). Deus também é absoluto porque não está sujeito às épocas (1Tm.1:17; 2Pd.3:8 e Jd.25). Ele governa eternamente o Universo (Sl.45:6; 145:13) e o seu reinado é de justiça (Hb.1:8). Portanto, as leis santas e justas de Deus são absolutas, porque procedem de um legislador Absoluto.

c) Imutável

   É a qualidade daquilo que não muda. Os valores cristãos são imutáveis porque o Senhor Deus é imutável. Ele não muda (1Cr.24:10 e Sl.90:2), é o mesmo em todas as épocas (Hb.13:8 e Tg.1:17). Suas leis se conformam ao seu carácter moral, pois Ele é fiel (2Tm.2:13). Portanto, os valores cristãos são imutáveis porque estão fundamentados no carácter perfeito e imutável de Deus.


Texto extraído da revista “Mensageiro da Paz” de Janeiro de 2008 - Esdras Costa Bentho

Nota: Eis o problema e o absurdo desse relativismo pós-moderno. A sociedade em seu desejo de "liberta-se" e tentar justificar todas as suas ações por mais erradas que possam ser, criam esses sofismas para tentar se justificar. A consequência é fácil de se perceber: jovens crescendo sem ter seus valores bem definidos, famílias desajustadas, violência entre outros. Talvez muitas pessoas não saibam mas é urgente e necessária uma base moral sólida para que o mundo em que vivemos hoje não se torne cada dia pior, apesar de não acreditar que isso vá acontecer.